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13 dez

Instituto Benjamin Constant é precursor de acessibilidade para cegos no Brasil

No dia da santa padroeira dos cegos, Santa Luzia, preparamos um post especial com a história de uma das maiores instituições do país, o Instituto Benjamin Constant.

Instituto_benjamin_constant_urca_wikimedia_commons

Foto: Wikimedia Commons

Histórico

O Instituto Benjamin Constant, localizado na Av. Pasteur, 350/368, Urca,  Rio de Janeiro, foi criado em 1854 pelo Imperador Pedro II como “Imperial Instituto dos Meninos Cegos”, em conjunto com uma série de medidas para atender a saúde e educação da Sociedade, como escolas, hospitais, institutos especiais e até a proposta de uma universidade.

Tinha como objetivo a educação de crianças cegas de ambos os sexos, em diversas áreas do conhecimento, até mesmo a uma possível formação profissional que as tornasse independente.

Entre seus primeiros diretores estava Claudio Manoel da Costa (entre 1856 e 1869), responsável pela contratação de Benjamin Constan para lecionar matemática e ciências naturais no Instituto,  em 1862.

Considerando as dificuldades da prática de ensino, Constant adaptou os conteúdos de suas aulas ao método Braille, tornando-se não apenas um dos principais mestres do Instituto como também seu diretor por duas décadas, até 1889, quando tornou-se ministro da república recém-instalada.

Além de seu trabalho como professor, Constant foi responsável pela construção de uma sede própria, cujo terreno foi doado pelo Imperador e o projeto foi desenvolvido pelo arquiteto Bethencourt da Silva, utilizando estudos e propostas da direção.

A pedra fundamental foi lançada em 1872 e no ano seguinte, Constant discursava que “Já estão lançados os alicerces e continua a execução da obra. É um vasto e elegante edifício com comodidades apropriadas a 400 ou 500 alunos internos de ambos os sexos, distribuído sobre um retângulo de 110 metros de frente sobre 80 de fundo;(…)“.

Após a proclamação da República, a instituição teve sua denominação alterada para “Instituto dos Meninos Cegos” e, logo depois, para “Instituto Nacional dos Meninos Cegos”, apagando sua relação com o período Imperial, situação muito comum no período de implantação de novo regime.

Após o falecimento de Benjamin Constant, finalmente adquiriu seu nome atual, uma justa homenagem ao seu principal incentivador, cuja nova sede foi inaugurada em fevereiro de 1891, um mês após a morte de Constant.

Em 1937, o instituto foi parcialmente fechado para a conclusão da segunda e última etapa do prédio, concluindo-as em 1944, sob a tutela do Estado Novo.

O edifício

Trata-se de edificação de caráter monumental, de influência clássica, porém já contando com as inovações da revolução industrial que foram incorporadas ao ecletismo.

Não pode ser considerado um edifício neoclássico erudito, mas uma obra eclética de caráter classicizante. Neste caso, já não existe um compromisso com um resultado harmônico ou unitário, tão caro à composição clássica.

Encontramos citações ornamentais, como porão alto, cimalhas, sobrevergas, um pórtico monumental marcado por colunas jônicas. No entanto falta-lhe o sentido de proporção e é possível perceber uma utilização heterogênea e diversificada de ornamentos, compromentendo uma possível unidade estilística tão cara ao repertório clássico.

Tal partido é comum na obra de Bethencourt da Silva, responsável por outros edifícios importantes na cidade, com repertório semelhante, o que não invalida a proposta, pois estão dentro do contexto de transição do século XIX para o século XX, antes das reformas urbanas republicanas.

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