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Ouro Preto

Cidade onde os sinos dobram
23 mar

Ouro Preto

“Ouro Preto

Que resta do esplendor de outrora? Quase nada:

Pedras…  templos que são fantasmas ao sol-posto.

Esta agência postal era a Casa de Entrada…

Este escombro foi um solar…  Cinza e desgosto!”

BANDEIRA, Manuel. Ouro Preto In:  Estrela da vida inteira

 

Este poema de Bandeira, de 1940, bem poderia descrever Ouro Preto em 2001, nosso objeto de estudo.

Entre diversos outros núcleos que poderiam servir de mote, tal qual está antiga Vila Rica, também Patrimônio da Humanidade, é inegável o fascínio que este núcleo mineiro exerce sobre o imaginário coletivo.

Motivos? Há vários, porém nada mais fascinante do que o episódio da Inconfidência.

“Por aqui passava um homem

– e como o povo se ria! –

que reformava este  mundo

de cima da montaria.

 (…)

Do Caeté a Vila Rica,

tudo ouro e cobre!

O que é nosso, vão levando…

E o povo aqui sempre pobre!”

MEIRELES, Cecília. O Romanceiro da Inconfidência

 

Ali discutiu-se a liberdade ainda que tardia, desafiou-se o poder colonial, imaginou-se um país mais digno.

Ali um genial artista mestiço produziu obras-primas, independentes como a cabeça dos conjurados, de posturas autoritárias dos povos dominantes.

Ali ainda se implantaram “repúblicas” de estudantes, com seu espírito rebelde, precursoras das comunidades que nos anos 1960/70 arrebatariam o imaginário dos jovens.

Com o decreto nº25 de 30 de novembro de 1937, que organizou o primitivo SPHAN, Ouro Preto foi contemplado com diversos tombamentos isolados já nas primeiras listagens de 1938 e 1939, cerca de 20 exemplares, um número bem elevado se comparado com outras cidades brasileiras, lista sempre acrescida em novos processos deferidos.

A própria estagnação do núcleo, primeiro pela exaustão das jazidas auríferas, posteriormente com a transferência da capital para Belo Horizonte, no final do século XIX, contribuiu para a manutenção do casario e edifícios principais num quase intocado conjunto colonial.

A valorização da nacionalidade, ideologia vigente nos anos 1920 tanto para conservadores como para progressistas, ratificada no Estado Novo, permitiu a invenção de um Patrimônio Histórico, nem sempre completo, mas ideal para a ocasião.  Naquele instante, “A exigência de mudança está fundamentalmente inclusa em toda ideologia quer revolucionária quer evolucionária (dita reformista) que, juntas, afogam não sem se defrontarem, o conjunto dos corpos e das forças sociais, e dos Estados enquanto realidades culturais que se desenvolvem às suas margens.”

 PARENT, Michel.  O Futuro do Patrimônio arquitetônico

 

Texto do Prof. William Seba Mallamann Bitar

Venha conhecer conosco a bela e linda Ouro Preto!!!!!

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