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Estância Climática de Cunha

São Paulo - SP
12 mar

Estância Climática de Cunha

HISTÓRIA

Situada nos contrafortes da Serra do Mar, Cunha tem sua origem como pouso de viajantes a transpor as elevadas muralhas graníticas entre a estreita faixa litorânea e o interior brasileiro. A travessia do pequeno e acidentado trecho reveste-se de uma história extraordinária em cenário monumental.

O primeiro relato que temos sobre o percurso de Paraty a Cunha é citado no livro de Anthony Knivet, tripulante da frota do lendário corsário e navegador inglês Thomas Cavendish, capturado pelos portugueses em 1592 na Ilha Grande.

Com a abertura do caminho de Guaratinguetá para o mar. A região de Cunha passa ser conhecida como Facão. A partir de 1660 começamos a encontrar registros de passagem esporádicas de viajantes que acampavam na “Boca do Sertão” ou povoado do “Facão”, parada de bandeirantes, apresadores de índios e garimpeiros.

Com o início da exploração do ouro, o caminho de Paraty, passando pela região do Facão transformou-se na rota preferida para atingir-se a região das Minas Gerais, assim como para o escoamento de ouro, que era transportado por mar de Paraty para o Rio de Janeiro, de onde embarcava para Portugal

ESTRADA REAL

A descoberta do ouro em Minas Gerais no início do século 18 causou a primeira e maior corrida do ouro de todos os tempos. Milhares de aventureiros, principalmente portugueses, aportavam em Paraty, acampando em Cunha, a caminho de Minas Gerais. Para consolidar o acesso e transporte seguro do ouro e suprimentos, a coroa distribuiu sesmarias que iniciam a povoação local. Construiu a Casa de Registro do Taboão, a alfândega real portuguesa, com coletores de impostos e dragões, que teve vida breve, logo transferida para Paraty, pois abriram-se outras trilhas de contrabando e “descaminhos” do ouro.

A movimentação intensificou-se e o Caminho do Ouro foi tendo seu traçado alterado, com trechos íngremes empedrados, adequados por engenheiros militares para que muares pudessem trafegar. A Trilha dos Goianases tornou-se rota estratégica da coroa, percurso de aventureiros, mineradores, apresadores de índios, exploradores, comerciantes, oficiais da coroa, religiosos, ourives, contrabandistas, importadores, traficantes, escravos, governadores, soldados, etc.

Cunha, na década de 30.

Com a implantação do Caminho Novo e a persistência de saques e contrabando por trilhas e baías de Paraty, Portugal proíbe o trânsito do ouro pelo Caminho Velho em 1750, impactando drasticamente Paraty e Cunha, que entram em estagnação, passando a sustentar-se pelo crescente tráfico de escravos e contrabando.

REVOLUÇÃO DE 1932

A posição estratégica de Cunha tornou-a cenário importante da Revolução Constitucionalista de 1932. Os rebeldes paulistas aninharam-se nas montanhas, onde em inferioridade de tropas e equipamentos conseguiram resistir lutando heroicamente até o armistício. Os Fuzileiros Navais vindos do Rio de Janeiro enfrentaram forte resistência dos constitucionalistas que chegaram a utilizar matracas carnavalescas para simular o som de metralhadoras e assim esconder sua situação precária de armamentos e munição. O agricultor local Paulo Virgínio tornou-se mártir desta luta. Negando-se a dar informações às tropas federais, foi covardemente torturado e fuzilado, sendo antes obrigado a cavar sua própria sepultura. No local, km 56 da Rodovia SP-171, há um monumento em sua homenagem e seus restos mortais foram transferidos para o Obelisco dos Heróis de 32 no Parque do Ibirapuera. Ao lado dos paulistas, o poeta Guilherme de Almeida legou um testemunho épico e poético de combates em Cunha.

 

Monumento em homenagem ao mártir paulista Paulo Virgínio, na entrada de Cunha pela divisa com Paraty.

O Museu Francisco Veloso reúne artefatos militares remanescentes deste episódio histórico em que camponeses abandonaram seus sítios, a cidade foi bombardeada e durante três meses sofreu violento abalo, marcante em sua vida pacata. Lembranças permanecem vivas na memória das famílias e trincheiras podem ser vistas nas imediações da cidade, estrategicamente instaladas em paisagens deslumbrantes.

Hoje a cidade busca manter vivo esses fatos importantes da cidade e agregando a isso, a fama de grande produção de cerâmicas artesanais e olarias, despertando também o ecoturismo florescendo na região o cultivo de lavandas, tornando-se mais um charme para essa bucólica cidade.

Um lugar de tranquilidade e contemplação entre plantações de lavanda, alecrim, capim limão e outras plantas aromáticas.

Viaje Conosco

Rodoviário

Cunha – SP R$850

Capital Nacional da Cerâmica Artística e das Lavandas.
3 dias

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