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As Fazendas de Bananal

20 abr

As Fazendas de Bananal

É do conhecimento dos estudiosos que a introdução do café no Brasil teve início no Norte do país, sendo, então, trazido para a cidade do Rio de Janeiro, espalhando-se rapidamente no final do século XVIII pelo município de Resende, e seguindo pelo vale do rio Paraíba em direção à sua foz e por seus afluentes.

O grande avanço da lavoura do café pelos estados de São Paulo e Minas Gerais ocorreu a partir de meados do século XIX e, principalmente, a cidade de Bananal, na província de São Paulo, acompanhou o apogeu e decadência da cafeicultura fluminense.

Fazenda Três Barras

Em 1822 hospedou o príncipe D. Pedro em suas viagens à São Paulo que culminou com o grito do Ipiranga. Conserva ainda muito do seu passado, como por exemplo o aposento duplo usado pelo Príncipe D. Pedro, com os móveis da época. Neste aposento dormiu também Juscelino K. de Oliveira quando Presidente da República, numa visita à Bananal. O restante da casa (parte interna) sofreu modificações.

Sede da Fazenda Três Barras, hoje um hotel fazenda na região de Bananal.

Fazenda Boa Vista

Sabe-se que aquelas terras foram cedidas em sesmaria a Manoel Antônio de Sá Carvalho, no final do século XVIII, mas foi Luciano José de Almeida, nascido na fazenda em 1796, que converteu a propriedade, em que até então se cultivava anil e cana-de-açúcar, em uma grande produtora de café.

Luciano casou-se com D. Maria Joaquina Sampaio e teve com ela nove filhos. Com a morte do marido em 1854, D. Maria passa a administrar a fazenda, o que faria por trinta anos. O monte-mor do espólio de Luciano José de Almeida alcançou a cifra impressionante de 2:505:744$513 contos de réis, e incluía as fazendas Boa Vista, Cachoeira, Fazendinha, Jararaca, Campo Alegre e Bocaina, além de 812 escravos que trabalhavam arduamente nas propriedades, que ao todo, possuíam 997 mil pés de café, sendo 700 mil somente na Boa Vista.

Sede da Fazenda Boa Vista, hoje hotel fazenda.

A fazenda Boa Vista, após a morte da matriarca da família, coube à sua filha Alexandrina, casada com o comendador José de Aguiar Vallim, que a vendeu ao diplomata Plinio de Oliveira. Este a transferiu por herança a seus filhos, que a venderam ao dr. Aurélio Pires de Albuquerque.A sede da Boa Vista, edificada a cavaleiro de um barranco, com um andar inferior que, provavelmente, servia de moradia para os escravos que trabalhavam na casa, possui uma monumental escadaria dando acesso à entrada da casa, no piso superior, seguindo o estilo arquitetônico da maioria das fazendas construídas em São Paulo. Com cinco salões grandiosos e inúmeros quartos, em uma das salas encontra-se a capela-oratório, com uma porta trabalhada e um altar, onde aconteciam as cerimônias religiosas (missas, batizados e casamentos), celebradas por um padre-capelão que residia na fazenda. Do alto da escadaria era possível ver o corredor de senzalas, que se estendiam em linha reta do lado esquerdo da entrada da casa-sede.

Em 1913, pertenceu ao francês Emile Levy, e a partir de 1930 passou à família Pires, que a conserva até os nossos dias, não mais como fazenda de café, mas como um hotel-fazenda, que tem servido de palco para a gravação de novelas de época.

Sala de estar da Fazenda Boa Vista.

Em 1972, transformou-se em hotel. O casarão azul e branco e a alameda de palmeiras na entrada do lugar talvez sejam familiares para os fãs de novelas: serviram de cenário para Dona Beija (1986), na extinta TV Manchete, Cabocla (204) e Sinha Moça (2006), ambas da TV Globo.

Fazenda Resgate

O Resgate tornou-se uma fazenda em 1828, como dote de casamento de Alda Romana de Oliveira com o coronel Inácio Gabriel Monteiro de Barros. Nesta época, a propriedade produzia toucinho, milho, feijão, farinha e café (porém em pouca quantidade) e, além disso, possuía 77 escravos.

Em 1833, a fazenda Resgate foi comprada pelo senhor José de Aguiar Toledo, um comerciante português que chegou ao Brasil em meados do século XVIII. Toledo chegou a Bananal no início do século XIX, trazendo consigo, de Minas Gerais, a solução arquitetônica implantada na fazenda e o pioneirismo no plantio do café em larga escala na região.

O Resgate tornou-se uma fazenda em 1828, como dote de casamento de Alda Romana de Oliveira com o coronel Inácio Gabriel Monteiro de Barros.

Em 1838, por ocasião do falecimento de José de Aguiar Toledo, a fazenda Resgate e suas demais propriedades foram deixadas como herança para seus oito filhos. Em pouco tempo, Manoel de Aguiar Vallim, um dos oito irmãos, comprou todas as partes da fazenda Resgate e estabeleceu moradia na propriedade. Em 1844, Manoel de Aguiar Vallim casou-se com Domiciana de Almeida, filha do comendador Luciano José de Almeida, dono da fazenda Boa Vista e titular de uma das maiores fortunas do Brasil na época.

Agora, a casa que havia sido construída em meados do século XVIII, baseada no estilo senhorial português (com apenas um pavimento) e adaptada à solução mineira de produção de café da primeira metade do século XIX (já com dois pavimentos, porém sem nenhum requinte), ganha uma fachada neoclássica com uma escada central em cantaria. Os materiais de construção empregados na reforma também diferem daqueles utilizados em sua construção original: o primeiro pavimento é feito em pedra e pau-a-pique e o segundo com tijolos de adobe. Contudo, apesar da fachada em estilo neoclássico, os fundos da casa estão pousados ao “rés do chão”, em uma planta em formato de “U” com três mansardas: duas laterais e uma voltada para o pátio interno, característico do estilo mineiro. A reforma também abarca o pátio interno, que recebe nova feição. A sala de jantar é colocada junto a ele para fins de arejamento e iluminação, como se fazia nas residências burguesas na França, idealizando uma nova disposição do espaço. Esta é uma mudança fundamental nos parâmetros de moradia do Brasil oitocentista. Desta forma, o Resgate transforma-se em um monumento/documento completamente preservado da história do Brasil.

Adentrando a segunda metade do século XIX foi contratado o pintor espanhol José Maria Villaronga que começa a pintar o segundo pavimento do casarão do Resgate. No hall de entrada encontram-se retratados os produtos agrícolas da fazenda: em posição principal o café, cir­cundando-o, a cana, o milho, o feijão e a mandioca. Na sala de visitas, em estilo rococó, pássaros brasileiros e detalhes em madeira coberta com folhas de ouro. Na sala de jantar, três afrescos: em posição central, a riqueza do proprietário; ladeando esta pintura, mais dois afrescos com motivos chineses, seguindo a tendência em voga na Europa, em que a chinoiserie aparecia nas artes e arquitetura desde meados do século XVIII. A capela também se destaca por suas pinturas e detalhes em madeira com folhas de ouro. No mezanino, afrescos com várias representações de Nossa Senhora. No primeiro pavimento, além do altar em estilo barroco e das diversas pinturas, um grande afresco retratando o batismo de Jesus é peça central deste espaço.

A sala de jantar da Fazenda Resgate, hoje nos apresenta o luxo do período áureo do plantio do Café na Região.

Em meados de 1850, no auge da produção cafeeira da província de São Paulo, o Resgate já contava com 351 escravos. Alguns destinados ao serviço direto do senhor, como os caseiros, as treze cozinheiras, pajens, costureiros, alfaiate, amas, mucamas, copeiro, sapateiro, barbeiro, lavadeiras, rendeira, seleiro e hortelão. Agora, o primeiro pavimento da casa de vivenda abrigava a senzala das mucamas e, à frente da casa, erguia-se um enorme complexo de senzalas para os demais cativos.

Em 1878, falece o comendador Manoel de Aguiar Vallim, uma das maiores fortunas do Brasil Imperial e maior produtor de café da província de São Paulo. Em seu inventário constam as fazendas do Resgate, Três Barras, Independência, Bocaina, além de diversos outros sítios e situações. Tinha 351 escravos, além de um palacete de “dezesseis janelas”, casas e o teatro Santa Cecília com seus acessórios, na cidade de Bananal. Vallim era titular de uma fortuna correspondente a 1% de todo papel moeda circulante no Brasil, composta por inúmeros títulos da dívida pública (inclusive dos Estados Unidos), bens em ouro, prata e diamantes.

Um dos belos Salões da sede da Fazenda Resgate.

Contudo, o legado mais importante deixado pelo comendador Manoel de Aguiar Vallim é a sede da Fazenda Resgate, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional e considerada uma das cem mais belas e importantes edificações da história do Brasil.

Fazenda dos Coqueiros

Foi construída em 1855 pelo casal Major Cândido Ribeiro Barbosa e Joaquina Maria de Jesus.

O herdeiro do casal, Barão Ribeiro Barbosa nasceu com uma doença grave e seus pais fizeram uma promessa de doar o seu peso em ouro a Santa Casa de Misericórdia de Bananal. Ele conseguiu sobreviver e era conhecido como “Menino de ouro”, famoso Barão Ribeiro Barbosa. O Major era conhecido como o 6° homem mais alto do mundo.

Com a abolição da escravidão, a fazenda foi vendida para Luiz Dias conhecido comerciante de Itajubá.

Hoje a fazenda pertence a Maria Elisabeth Brum Gomes e Antônio Augusto Ferreira Gomes que permitem a visitação à fazenda que mantém intacta sua estrutura e peças do século XIX e da escravidão.

Mantém suas senzalas, moinhos e banheiro como antigamente.

Sede da Fazenda dos Coqueiros

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Fundada em 1783, Bananal teve seu apogeu em torno do séc XIX, com a produção de café. Grandes fazendas e palacetes urbanos são ainda o testemunho desse período. Fazem 50 anos, Bananal iniciou novo ciclo produtivo, voltado para o artesanato, com destaque os trabalhos em croche de barbante, a produção de cachaça e doces artesanais sendo que o governo estadual de São Paulo, classificou a cidade de Bananal como Estância Turítica. Em 1985 o Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de São Paulo, CONDEPHAAT, promoveu o tombamento do…
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