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Casa dos Contos

Ouro Preto
13 maio

Casa dos Contos

por Alex Brando

A Vila Rica do Séc. XVIII

Após diversas entradas, frustradas em seu objetivo principal, mas sempre produtivas na captura de nativos, ao findar do século XVII, um anônimo integrante de uma comitiva de paulistas de Taubaté, ao batear no riacho, recolheu com a água e cascalhos, alguns grãos negros, de textura diferenciada.

Era a notícia esperada desde a Carta de Caminha e para os sertões seguiram tropas de batedores na esperança de localizar a referência daquela bandeira pioneira:  um pico de pedra.

A bandeira de Antônio Dias, por um caminho utilizado por sertanistas anteriores, chegou ao sopé de uma cadeia de montanhas. Conta a tradição que era véspera de São João de 1698 e um forte nevoeiro impedia a vista do pico do Itacolomi. Na manhã seguinte, recortado contra o céu avermelhado pela aurora, o pico destacava sua silhueta apontando o caminho. Estava plantada a semente da futura Vila Rica. Ouro Preto fora revelado.

Museu da Inconfidência e Igreja de Nossa Senhora do Carmo em Ouro Preto.

Casa dos Contos

A Casa dos Contos de Ouro Preto foi residência do “Contratador das Entradas e Dízimos” João Rodrigues de Macedo. A autoria do projeto não é conhecida. Tem sido, no entanto, atribuída ao mestre João Pereira Arouca.

Edifício nobre, com dois pavimentos e um terceiro parcial ao centro do telhado, apresenta-se no sítio urbano com especial dominância: dá os fundos para a encosta, e a frontaria, para o vale do córrego Caquende. Tem ao lado direito o belíssimo Chafariz dos Contos, parietal, obra de esculturas em alto-relevo apurada e requintada e, pelo lado esquerdo, a Ponte dos Contos, engenharia elegante que se enquadra com perfeição na paisagem, sobre o leito do córrego.

Erguido ao lado da Casa dos Contos, esse e o Chafariz da Casa dos Contos.

Por ter se tornado grande devedor de imposto, Rodrigues de Macedo foi obrigado a ceder a propriedade ao governo da capitania. A casa passou então a servir de base aos interrogatórios que se seguiram à derrama da Inconfidência Mineira. Aí se suicidou o inconfidente Claudio Manuel da Costa, quando de seu interrogatório. Com o advento da República, a casa teve diversas utilizações: sede do Tesouro da Fazenda do Estado do Estado e agência dos Correios, entre outras, o que muito prejudicou sobretudo seu interior. Atualmente, após extensas e meticulosas obras de restauro sob a responsabilidade do Ministério da Fazenda, a casa abriga o Museu da Moeda.

Externamente, a Casa dos Contos tem a fachada principal voltada para a Rua São José, na qual sequência de portas organiza-se no pavimento térreo. Igual número de janelas rasgadas com balcão sacado distribui-se no segundo pavimento. A porta central, assim como a janela correspondente do sobrado, tem vergas arqueadas, e as ombreiras são enriquecidas com volutas rococós. As demais têm igualmente vergas arqueadas. Os guarda-corpos dos balcões são de ferro forjado, robusto, porém elegantes. Essa fachada é ladeada por cunhais que se estendem até a cimalha superior que contorna toda edificação.

Fachada Principal da Casa dos Contos em Ouro Preto.

Destacam-se na Casa dos Contos, pelo apuro construtivo, os elementos arquitetônicos e decorativos: os cunhais de perfil arredondado e as sacadas com contornos ondulados. As fachadas laterais voltam-se, pela esquerda, para o do leito do córrego Caquende e, pela direita, ao alargamento do logradouro, junto à entrada da rampa de acesso ao Grande Hotel. A fachada posterior inclui o pátio interno, o qual, com o jogo dos telhados, inclusive o da camarinha que forma o terceiro pavimento, apresenta graça especial e forma um conjunto de grande pitoresco. A vista pode ser apreciada a partir das janelas ou das varandas do grande hotel de Oscar Niemeyer, contraste agradável com o acervo construído da cidade de Ouro Preto, monumento nacional e mundial.

Fachada lateral da Casa dos Contos ao lado do Grande Hotel de Ouro Preto.

Internamente, o vestíbulo é uma peça de grande riqueza espacial, onde ressalta a escada nobre de acesso ao sobrado, com guarda-corpos de cantaria e o arranque de bela escultura. Os degraus de convite formam um leque com curvas suaves. O piso do vestíbulo é de lajedo de pedras. Aos fundos da casa, o pátio interno tem o piso de pedras roladas e é encimada pelas varandas do sobrado. Em um cômodo do puxado da esquerda, existe um forno que, segundo a tradição, servia para a fundição do ouro e que se liga a uma chaminé de dimensões avultadas assente sobre o telhado, elemento incomum na arquitetura residencial brasileira.

Vestíbulo da Casa dos Contos. Escadaria de acesso ao segundo piso.

O Jardim Antigo

Erguido em 1799, 9 anos antes de ser inaugurado o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o hoje conhecido Jardim da Casa de Contos é um dos mais antigos jardins do Brasil, ficando atrás do Horto de Belém.

Projeto do Jardim Antigo, de 1799, ao lado da Casa dos Contos em Ouro Preto.

Tombado pelo IPHAN, o gracioso jardim tem ainda fortes características dos jardins particulares do Séc. XVIII, principalmente daqueles implantados em Portugal.

Jardim formal com tanque central e repuxo. E possível apreciar o jardim da Ponte dos Arcos, não é possível informar a autoria da composição do espaço.

O Antigo Jardim de Ouro Preto, ao lado da Casa dos Contos, no seu estado atual.

Hoje infelizmente o córrego ao lado recebe o esgoto do casario acima dos jardins.

Que tal, você gostou das informações que trouxemos sobre a Casa dos Contos? Deixe seu comentário!

Viaje Conosco

Aereo
Localizada nos sertões antes inexplorados da então colônia portuguesa, onde os ares destilavam revoltas, como registrara o Conde de Assumar. Pelas ruas estreitas, calçadas de pé-de-moleque e capistranas, ouvindo o rumorejar dos córregos aflitos sobre os seixos rolados, algumas destas sensações poderão ajudar a sentir a magia do lugar, onde lendas ainda povoam as ruas e becos com sugestivos nomes a provocar a imaginação
5 Dias

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