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Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar

São João Del Rey - MG
25 abr

Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar

A história da Basílica está intimamente ligada à história da cidade e inicia em princípios do século XVIII, quando foi levantada entre 1703 e 1704 uma capela de taipa coberta de palha no alto do Morro da Forca dedicada à Virgem do Pilar. Em torno desta capela, a primeira do povoado, formou-se um arraial. Em 1709 esta capela foi incendiada durante a Guerra dos Emboabas.

Poucos anos mais tarde a Irmandade do Santíssimo Sacramento, fundada em 1711 e reservada aos homens brancos mais abastados da povoação, desejou erguer novo templo para substituir a capela primitiva que fora destruída, mas localizando-o no centro da vila. A licença para a construção foi concedida em 12 de setembro de 1721, com um desenho de Francisco de Lima Cerqueira para a fachada.

Reconstruída no mesmo local da primitiva capela, em setembro de 1732 já se achavam concluídas as paredes mestras, os portais, altares e capela-mor. No mesmo ano vieram da Corte, em Portugal, ouro em folha, gessos, óleos, tintas e mais aprestos destinados à capela-mor, além dos dois painéis a “Mesa do Senhor” e “O Senhor na Casa do Fariseu”, que lá se encontram.

Segundo consta, no mesmo período, faltava forrar a igreja, além da colocação de lâmpadas, torre e sinos. No ano de 1750, a edificação já se encontrava praticamente concluída e ornada, como se infere da descrição feita por José Alvares de Oliveira, em sua “História do Distrito do Rio das Velhas” escrita no mesmo ano. Em princípio do século XIX, a Irmandade decidiu ampliar o corpo da igreja, em função do crescimento da vila e, portanto, ao crescimento do número de fiéis.

O risco do novo frontispício foi idealizado pelo mestre Manoel Victor de Jesus, no ano de 1817, em substituição à fachada projetada por Francisco de Lima Cerqueira. As obras somente tomaram impulso em 1824, por ocasião da chegada do novo vigário da Paróquia de São João del Rei, José Dias Custódio.

Entre os anos de 1850 a 1863, foram concluídos vários trabalhos da igreja, como o forro, assoalho, pintura do coro (1850/53), paredes da sacristia (1859), além do novo cemitério (1859/63). Não há referência documental sobre a época e autoria das obras de pintura da matriz. O forro da nave deve datar de princípios do século XIX, pois o viajante europeu John Luccock, quando esteve em São João del Rei, em 1817, descreveu-o com detalhes, dizendo ter sido recentemente pintado por um artista local, fazendo alusão também a outras pinturas também existentes na igreja.

O edifício é todo construído em alvenaria de pedra, dentro da linha neoclássica. É precedido por um pequeno adro pavimentado de pedra, acessível por escadaria e fechado por grades de ferro, com pilastras de cantaria e portão abrindo no eixo da porta central de entrada. A fachada é composta por cinco portas de entrada, sendo a central mais larga e mais alta, cinco janelas rasgadas ao nível do coro com balcões e guarda-corpo de ferro. Todos os vãos são em verga curva.

O corpo central é enquadrado por pilastras que sobem até o enquadramento acima do qual assenta o frontão clássico triangular, em cujo tímpano encontra-se a figura em relevo do Cordeiro, sobre o livro dos sete selos. No vértice do tímpano eleva-se a cruz. As torres, de secção quadrada, possuem sineiras e sinos e a da esquerda um relógio colocado em 1905. São arrematadas por cúpulas em forma de pirâmide.

Os coruchéus do portão e torres têm a forma de urnas. Internamente, a nave é composta por magnífico conjunto de talha pintada e dourada. São seis altares, constituídos por rica talha barroca, com decoração fitomorfa, concheados, figuras de anjos, consolos e volutas, obedecendo ao mesmo padrão, embora com algumas diferenças. Os púlpitos colocados entre os altares laterais, são igualmente trabalhados em talha rica. O forro da nave, em arco abatido sobre a cimalha, apresenta pintura a têmpera composta por medalhão central, cercado por ornamentação barroca em concheados e enrolamentos, onde se vê a representação da Virgem com o Menino, ambos coroados, envoltos por nuvens e querubins.

Sobre o muro-parapeito, que se desenvolve logo acima da cornija, encontram-se as figuras dos Doutores da Igreja. A capela-mor é o ponto alto da igreja, sendo a decoração esculpida e dourada de grande riqueza. As paredes laterais são constituídas por duas grandes telas, vindas de Portugal em 1732, representando “A Última Ceia” e “Jesus em Casa de Simão”. Tratam-se de obras de caráter erudito, executadas dentro do espírito barroco. Apresentam rica moldura dourada e são ladeadas por pilastras esculpidas, de onde saem figuras de anjos aladas.

O altar-mor apresenta colunas torsas e ornamentação profusa, com figuras de anjos e dominada pela imagem do Pai Eterno, a Pomba do Divino Espírito Santo, formando a Santíssima Trindade com o Crucificado no altar. Sobre o trono do altar encontra-se a antiga imagem da padroeira. O forro da capela-mor é em forma de cúpula sobre pendentes, com as arestas marcadas por molduras trabalhadas e os panos da abóbada com painéis ornamentados. No cruzamento das arestas há uma grande rosácea esculpida e dourada.

Em 1954 a imagem de Nossa Senhora do Pilar foi solenemente coroada com autorização do papa Pio XII, que a proclamou Padroeira da Cidade e do Município de São João del-Rei. Em 1960 foi criada a Diocese de São Joao Del-Rei, ocasião em que a antiga Matriz foi elevada à condição de Catedral. Em 1965 recebeu o título de Basílica. Em 12 de janeiro de 1967 foi inaugurado um pilar de pedra no alto do Morro da Forca, no local da capela primitiva, para assinalar onde começou a devoção à Virgem do Pilar.

A sua paróquia administra também as igrejas do Carmo, do Rosário e das Mercês, a Capela de Santo Antônio e o Hospital Nossa Senhora das Mercês. No século XVIII a Matriz do Pilar deu origem a várias outras irmandades, várias delas ainda ali sediadas: Santíssimo Sacramento, São Miguel e Almas, Senhor dos Passos e Nossa Senhora da Boa Morte.

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