logo
Agência carioca especializada em turismo cultural para melhor idade. Promovemos diversão, conhecimento e integração em nossos passeios. Nossas viagens são mais do que um simples caminhar. Cuidamos de tudo para que, do começo ao fim, você só se preocupe em desfrutar desses momentos.
Ultimas Postagens
(21) 98208-8506
contato@alextourviagens.com.br

NOS SIGA NAS REDES:

(21) 98208-8506
Topo
 

Cerâmicas de Cunha

15 jun

Cerâmicas de Cunha

por Águida Ferraz

Na data de 20 de abril de 1975 chegava a Cunha um grupo de Ceramistas formado por Mieko e Toshiyuki Ukeseki (japoneses), Alberto Cidraes (português) e os irmãos Vicente Cordeiro (Vicco) e Antônio Cordeiro (Toninho). No Domingo que encontraram Cunha, isolada entre três Serras, comemorava o aniversário da Cidade, naquele tempo celebrado nesta data. O grupo era estranho ao jeito cunhense, logo atraiu a atenção dos moradores, entre eles a da Sra Maria, que foi conversar com eles, e descobriu que procuravam um lugar pra instalar e produzir Cerâmica, na condição de irmã do ex-prefeito da época José Elias Abdalla (Zelão), o mesmo procurava promover o turismo da cidade, Sr. Zelão prometeu de arrumar lugar para os forasteiros recém chegados .

Atual Casa do Artesão, antigo Matadouro Publico de Cunha.

A prefeitura não contava com muitas instalações na época, e o único lugar acessível era o Antigo Matadouro Municipal, abandonado e sujo aliás, parecia inviável, mesmo assim era o grupo aceitou. A História de Cunha começaria a mudar. Com muita dificuldade e improviso na base da experiência, o grupo lutava e trabalhava para tornar o local habitável e pra construir o forno pra queima das peças. O tipo de forno escolhido é utilizado até os dias de hoje, é chamado de Forno NOBORIGAMA (forno que sobe montanhas), tudo a ver com a geografia cunhense, a temperatura do forno chega 14000 graus centígrados, que é construído em aclives, aproveitando a inclinação do terreno. Matéria prima havia em abundância: argila, eucalipto (lenha), feldspato e caulim (para esmaltar as peças). A primeira Fornada do Antigo Matadouro saiu em dezembro de 1975, trabalharam juntos e fizeram a queima no mesmo forno, levando as peças para fora da cidade para vende-las.

Alberto Cidraes, português e um dos precursores dos atelies de cerâmica em Cunha.

Os anos difíceis foram ficando para trás, mais ceramistas foram chegando, outros partindo, o Turismo em Cunha foi crescendo, gente também daqui começou a fazer Cerâmica de Alta temperatura. Hoje no lugar do Antigo Matadouro foi construída a Casa Do Artesão, um prédio amplo e que não nenhuma relação com os pioneiros da Cerâmica de autor de Cunha. Lembrando que Cunha já havia Ceramistas, no caso as “As Paneleiras” como a Famosa Nhá Chica e D. Dita Paneleira, cujo faziam peças de utilitárias, voltadas para os cotidianos dos moradores locais, técnica cuja usado pelos indígenas. Os Ceramistas que aqui chegavam fizeram questão de respeitar essas Mulheres.

Dona Dita Paneleira, em imagem rara, extraída de um vídeo local. Ela é uma das primeiras ceramistas de Cunha, conhecidas como Paneleiras.

Já no final Década de 1980 o Ateliê Jardineiro e Suenaga e Kimiko Suenaga inovou com a Realização da “Abertura de Fornada”, evento organizado no espaço do próprio Ateliê ,que visava suprimir a relação do ceramista com o atravessador, trazendo o consumidor de cerâmica para dentro do espaço de produção, aumentando assim os preços das peças, novidade muito concorrida, ajudou não os ateliês ,como também foi um chamariz para Cunha, uma cidade ainda desconhecida dos turistas brasileiros, os frequentadores dos ateliês se tornariam frequentadores de Cunha.

Evento de Abertura de Forno, organizada pelo Atelier de Cerâmica Suenaga & Jardineiro.

Muitos gostaram tantos que compraram sítios por aqui. O primeiro Festival de Inverno “Acordes na Serra” realizado em 1993. A realização dos festivais de inverno foram um marco na história de Cunha, pois através deles nosso município assumiu sua identidade turística e buscou desenvolver eventos que fizeram jus ao seu Título de Estância Climática .Em Janeiro de 2009 foi criado pelos ceramistas locais junto com outros agentes culturais de Cunha o ICCC – Instituto de Cultural de Cerâmica de Cunha, entidade que tem por objetivo ser organização institucional do polo de Cerâmica Artística do Município, promovendo crescimento e a difusão da atividade cerâmica ações educativas e culturais para a população local, formando assim novos Ceramistas que será a nova geração de Cunha. Confere Título de “Capital da Cerâmica de Alta Temperatura”, projeto de Lei 7.772/2017.

Tendo em vista tudo o que representava o turismo, a Cerâmica com seu alto valor artístico como alternativa para uma economia agrícola decadente, mudaram a nossa História. Encerro com uma frase de D. Cida esposa do prefeito na época:

“Se não fosse por esses Ceramistas, a História da Cidade seria diferente. Como Cunha ia se tornar conhecida? E tem coisa mais bonita que uma Abertura de forno?”

Deixo aqui algumas indicações de Ateliês para se conhecer quando vier Visitar Cunha: Ateliê Suenaga e Jardineiro, Ateliê Alberto Cidraes, Ateliê Augusto e Leí, Ateliê Aldeia Terras de Cunha esses todos com forno Noborigama, Ateliê AEON, Ateliê Cassinha, dentre muitos outros.

Que tal, você gostou das informações que trouxemos sobre o Cunha? Deixe seu comentário! E indicamos a Guia Áquida Ferraz, para lhe guiar pelos encantos da Estancia Climática de Cunha.

 

Viaje Conosco

Rodoviário

Cunha R$950

Capital Nacional da Cerâmica Artística e das Lavandas.
3 dias

Comments

comments

Deixe uma resposta:

You don't have permission to register
%d blogueiros gostam disto: