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Estação Ferroviária de Bananal

Estrada de Ferro de Bananal
8 maio

Estação Ferroviária de Bananal

por Alex Brando 

A Estrada de Ferro Bananal

Em 1836, a cidade de Bananal era o segundo maior produtor de café da região do Vale do Paraíba, perdendo somente para a cidade de Vassouras no Rio de Janeiro. No entanto, apesar de sua prosperidade e importância econômica, ficou à margem do ramal ferroviário Rio-São Paulo.

Segundo alguns jornais da região, os primeiros relatos para a construção de uma ferrovia para escoar a produção de café surgiram na década de 1870, mas a concessão foi dada a José Leite Figueiredo, em 1880, surgindo assim a Estrada de Ferro Bananal, um curto ramal ligando a cidade de Barra Mansa até Bananal, com pouco mais de 50km e 8 estações, com destaque para  a da cidade de Bananal.

Estrada de Ferro Central do Brasil e Ramal Ferroviário de Bananal.

O ramal ferroviário passou por diversas administrações, sendo encampado pela Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1918, depois transferida para a Estrada de Ferro Oeste de Minas, em 1931 e no mesmo ano devolvido a União, voltando a pertencer a Estrada de Ferro Central do Brasil. Em 1964, já pertencendo a Rede Ferroviária Federal, o ramal foi desativado e desmontando restando somente algumas estações ferroviárias.

Logo da Estrada de Ferro Oeste de Minas.

Estação Ferroviária de Bananal

Em outubro de 1888 chegou à cidade a estação ferroviária que seria montada na entrada da vila, não interferindo em seu traçado urbano. Em 1º de janeiro de 1889 era inaugurado o ramal ferroviário, sem a conclusão das obras da estação.

A estação foi erguida em estrutura metálica – inclusive o telhado, feito de chapas galvanizadas almofadadas. Seu assoalho era de autêntico pinho de Riga. Era composta de aproximadamente 2 mil placas ajustadas por parafusos e com área total construída de 400m².

Estação Ferroviária de Bananal. Adquirido na Bélgica em estrutura metálica.

A planta é simples e funcional, constituída de um compartimento central, onde estariam localizadas as bilheterias e dois compartimentos menores e contíguos. Um deles contém uma escada helicoidal, também em ferro, que conduz a um compartimento superior que seria destinado à administração e vigília. Em cada extremidade do pavimento térreo, dois grandes salões dotados de grandes portas, o que supõe seu uso como depósito de carga.

Antiga composição ferroviária, com vagões em madeira que atendiam o Ramal de Bananal.

É considerada por arquitetos e historiadores como uma edificação singular no Brasil, talvez no mundo, executada para esta finalidade. Acredita-se que seja um produto da Societé Annonyme des Forges d’Aiseau, na Bélgica.

A edificação é tombada pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo). A locomotiva de número 302, que hoje encontra-se instalada à frente da estação, provavelmente não foi utilizada pelo Ramal Ferroviário de Bananal. Na década de 1990, 193 máquinas desse modelo, apelidado de Tereza Cristina, foram adquiridas pelo estado de São Paulo e espalhadas por 67 cidades ou municípios com ligações ferroviárias ou com ramais desativados.

Locomotiva 302 – Tereza Cristina.

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Fundada em 1783, Bananal teve seu apogeu em torno do séc XIX, com a produção de café. Grandes fazendas e palacetes urbanos são ainda o testemunho desse período. Fazem 50 anos, Bananal iniciou novo ciclo produtivo, voltado para o artesanato, com destaque os trabalhos em croche de barbante, a produção de cachaça e doces artesanais sendo que o governo estadual de São Paulo, classificou a cidade de Bananal como Estância Turítica. Em 1985 o Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de São Paulo, CONDEPHAAT, promoveu o tombamento do…
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