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Forno Noborigama

Cunha - SP
30 abr

Forno Noborigama

Noborigama é uma técnica de produção de cerâmica, feita através de forno a lenha com câmaras interligadas que conseguem atingir temperaturas superiores a 1.300 graus centígrados. Noborigama é uma técnica milenar oriental, noborigama quer dizer “o forno que sobe” (nobori = rampa e gama = forno).

Desenho Esquemático do funcionamento do de um Forno Noborigama.

A singularidade do noborigama é que, no processo da queima, a peça torna-se única e original, pois o fogo interage diretamente com o barro. As cinzas criam uma película brilhante na parte externa da cerâmica, que no processo com o forno elétrico não existe, devido à uniformidade do calor.

Nos anos 70, um arquiteto português estudando cerâmica no Japão, para fugir da ditadura de Salazar, conhece um casal de ceramistas japoneses e com eles realizam aqui no Brasil a montagem de um ateliê de cerâmica noborigama. O acaso coloca o Brasil na rota de artistas que com o fogo, o barro e as cores buscam sua liberdade.

Peças de Cerâmicas, com a queima já concluída no Forno Noborigama.

Em 1975 um pequeno grupo de ceramistas conseguem em comodato a área do desativado Matadouro de Cunha, cidade localizada na divisa de SP com RJ, que tinha as características de clima e solo adequadas para a cerâmica. O barro de Cunha é rico em óxido de ferro e caulim que possibilitam uma boa resistência as altas temperaturas, coloração e absorção do esmalte.

A partir do Ateliê do Matadouro construíram um polo de cerâmica de alta temperatura e de turismo na cidade de Cunha. Artistas como os pioneiros Alberto Cidraes e Mieko, Suenaga & Jardineiro e uma segunda geração como Augusto Campos e Leí Galvão tem seus ateliês abertos para que o visitante possa admirar o resultado do fogo e do barro transformado em arte.

Argilas extraídas na região e envelhecidas com textura e plasticidade adequadas para a modelagem de esculturas, painéis, mosaicos, objetos cerâmicos, recipientes para arranjos, vasos e potes com pintura azul cobalto e ferro, travessas refratárias e cerâmicas para valorizar a culinária e a gastronomia.

Esmaltes formulados e preparados com cinza de casca de arroz, cinza de eucalipto, pedra-ferro e minerais decantados, não solúveis, não tóxicos, resistentes a lava-louças, micro-ondas e forno de cozinha, para uso cotidiano prolongado.

O posicionamento das cerâmicas nas câmaras busca conduzir a circulação das chamas entre as peças para promover a sedimentação das cinzas e a reação da soda com a sílica, sinterizando a argila e criando superfícies vitrificadas de grande resistência, requinte e beleza.

Característica da cerâmica de forno Noborigama, a queima com lenha resinosa de eucalipto reflorestado pode levar até 27 horas seguidas, com fogo de lenha grossa no esquente inicial, lenha média para levantar a temperatura na fornalha e lenha fina para atingir o ponto de fusão dos esmaltes nas câmaras.

O controle do nível da brasa e o ritmo de alimentação afetam a oxidação ou redução da atmosfera de queima, incorporando elementos aleatórios na cristalização e definição surpreendente das tonalidades dos esmaltes, diferentes a cada queima.

ABERTURA DE FORNADA

Momento culminante da retirada das cerâmicas das câmaras após queima e esfriamento lento de 3 dias, a abertura de fornada é uma experiência inesquecível, sempre coroada de surpresas, júbilo e encantamento compartilhado.

Na abertura, a apresentação das etapas da transformação da argila em cerâmica, o forno Noborigama, a composição dos esmaltes, a preparação da argila e a demonstração de modelagem, esmaltação e pintura completam a apreciação do caráter excepcional das cerâmicas queimadas à lenha no forno Noborigama.

Evento da abertura de forno do Atelier do Suenaga e Jardineiro.

CERÂMICA EM CUNHA

Influências da tradição oriental mescladas com a tradição indígena-ibérica das paneleiras e condimentadas mais recentemente com a presença da cerâmica de estúdio, compõem a formação da identidade contemporânea dos ceramistas e da cerâmica como arte de expressão. Em 1975 um grupo de jovens artistas monta o primeiro ateliê de cerâmica de alta temperatura na cidade com a construção do primeiro forno Noborigama, constituindo a 1ª Fase da cerâmica em Cunha: os ceramistas trabalham juntos e queimam no mesmo forno, levando as cerâmicas para fora da cidade.

A partir de 1980 tem início a 2ª Fase com cada ceramista montando seu próprio forno e ateliê. Em 1983, 2 fornos Noborigama estão em operação (Mieko Ukeseki e Alberto Cidraes); em 1985 são 3 (Atelier Suenaga Jardineiro), em 1987 são 4 (Luiz Toledo) e em 1993, passa a ter 5 Noborigamas em operação (Ateliê Augusto e Lei).A cerâmica produzida na cidade é vendida no eixo Rio-São Paulo e enviada para algumas capitais. Em 1988 o Atelier Suenaga Jardineiro realiza a primeira Abertura de Fornada, dando início a 3ª fase: aberturas de fornadas periódicas, ateliês abertos para visitação e venda das cerâmicas diretamente no ateliê.

Em 1995 a cidade realiza seu primeiro Festival de Inverno e assume sua identidade de estância climática, organizando seu desenvolvimento turístico. A 3ª. Fase da cerâmica na cidade se consolida com o aumento do fluxo de visitantes, aberturas de fornada em vários ateliês e a vinda de outros ceramistas e artistas plásticos montando ateliê em Cunha. Atualmente a cerâmica de alta temperatura se encontra em sua 4ª. Fase na cidade: Associação dos Ceramistas, Instituto Cultural da Cerâmica e mais de 20 ateliês produzindo em fornos elétricos, a gás e a lenha, a maioria atendendo o público no próprio ateliê. A cerâmica de Cunha atravessou fronteiras e é reconhecida como importante polo de cerâmica artística no país.

Nos ateliês abertos à visitação podem ser encontradas cerâmicas queimadas da baixa à alta temperatura para endurecer a argila e torná-la cerâmica. Esculturas, painéis, mosaicos, objetos, cerâmicas para a mesa, para o olhar e para fazer parte do dia-a-dia; cada ateliê cultiva sua própria identidade e característica e possui o seu próprio espaço onde o ceramista pode ser artista, artesão, escultor, artista plástico, arquiteto, pintor, o que for.

Ateliês de Cerâmica: http://www.cunha.sp.gov.br/turismo-e-cultura/arte-ceramica/

Viaje Conosco

Rodoviário

Cunha – SP R$850

Capital Nacional da Cerâmica Artística e das Lavandas.
3 dias

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