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Grande Hotel e Termas de Araxá

A Aventura da Imaginação
13 fev

Grande Hotel e Termas de Araxá

Quem conhece o Grande Hotel e Thermas de Araxá entende, enfim o que é beleza. A magnitude do conjunto arquitetônico, a imponência dos salões revestidos em puro Carrara, a vasta rotunda das Termas, iluminadas pelos vitrais do belga Frank Urban, lustres de cristal da Boemia, imensos murais, janelas gigantescas com cristais franceses bisotados, colunas torsas, arcadas torsas, arcadas românicas ou renascentistas, balcões ornamentados, entalhes caprichosos, requinte e luxo: tudo é grandioso e nada sobra. Não existe outro igual.

O espetáculo custou a estrear e nasceu de uma odisseia. O fim da longa espera para que a Estância do Araxá recebesse a atenção merecida coincide com o advento do Estado Novo. Para a comissão construtora, foram designados pelo Governo de Minas – Governador Benedito Valadares (interventor) – nomes de relevo, como os engenheiros Lincoln Continenino, diretor da Secretaria de Viação e Obras Públicas de Minas, é José Ferreira de Andrade Junior, famoso hidrólogo do Serviço Geológico Federal e estudiosos das águas locais desde 1924. O projeto arquitetônico foi encomendado a Luiz Signorelli, mineiro de Cristina já consagrado na capital pelos projetos de secretarias de Estado e do Automóvel Clube.

A construção iniciada em 1938 e concluída em 1944, configura uma empreitada sem precedentes no Brasil. “Nunca se saberá exatamente o preço total da obra. Tudo isso é secundário diante da notável realização”.  Escreveu Waldir costa em seu livro Araxá – da Maloca ao Palácio.

Estima-se, contudo, que o desafio consumiu uma fortuna de até de 380 mil conto de réis. Em valores atuais 100 milhões de reais. Foi considerado o orçamento de Minas Gerais para todo o ano de 1944. Para chegar ao valor atual, usamos sites de conversor de moedas, disponíveis na internet.

O complexo arquitetônico e dividido em dois edifícios interligados por uma passarela interna para os hospedes. E uma joia cravada num terreno de quase 50 hectares, demandou a aplicação de soluções e técnicas construtivas dispendiosas e pouco difundidas no Brasil da época. As primeiras dificuldades estavam ali mesmo no chão – úmido, pantanoso, movediço. Estacas profundas de ate 30 metros foram usadas para plantar alicerces em pleno brejo. Juntas de acomodação atravessam s edificação de fora a fora “emendando” suas partes. O trabalho perfeito faz com que todo o conjunto, a despeito do peso enorme dos sete andares e das paredes de quase meio metro de espessura, não apresente uma trinca sequer após 70 anos.

As fundações empregaram vigas beldrame, sapatas e muros de arrimo de concreto armado, tecnologia quase desconhecida no país, essencial na construção de algo daquele porte.

Engenheiros, arquitetos, supervisores de obra, encarregados, técnicos, eletricistas, ladrilheiros, bombeiros, era profusa a lista de especialistas vindos de várias partes do Brasil e de muitos outros países, sobretudo europeus. Chegaram a trabalhar simultaneamente na obra cerca de 800 operários, um “formigueiro” inimaginável na construção civil de então.

Cada laje dos pilares do balneário engolia de dois a três vagões de cimento. Por falta de lenha apropriada, queimou-se quantidade inumerável de nobres jequitibás – os paus de binga, assim chamados porque de seu fruto faziam-se isqueiros de antigamente, as bingas.

A construção das Termas, concluídas primeiro, ficou a cargo da Carneiro de Rezende & Cia, da capital mineira. A obra do Grande Hotel foi responsabilidade da AlCASAN – Alfredo Carneiro Santiago, também de Belo Horizonte A Freire & Sodré, carioca, participou dos trabalhos.

Em meio à azafama geral, conforme avançava a obra. Chegavam mais e mais diferentes materiais – pedras italianas e portuguesas, cristais tchecos, ferragens belgas, banheiras, caldeiras e queimadores norte-americanos, tapetes persas, cortinas francesas… – itens importados que chegavam de navio a Santos ou ao Rio de Janeiro e de lá, iam de trem até o ramal de Araxá, pela Estrada de Ferro Oeste de Minas. Atrasos e outros imprevistos deixavam de cabelo em pé os chefes da Comissão Técnica. “Preciso mais de um compressor do que de dinheiro”, implorava o radiograma de Signorelli a Secretaria de Viação e Obras Públicas.

Estava se produzindo um marco da engenharia brasileira, cujas dimensões impressionam. Do térreo ao sótão são 27 metros de altura. O edifício do Grande Hotel tem 45 mil metros quadrados distribuídos em seis pavimentos além de porão e sótãos. Cada piso, 144 metros de comprimento por 37 metros de largura, menos o porão e o térreo, com quase o dobro da largura, 71 metros. Nas termas, são 17 mil metros quadrados de área construída.

O mobiliário, das melhores madeiras de lei – cedro, imbuia, cerejeira, pau-rosa, jacarandá, mognos e outras – e finíssimo acabamento, nascia nas prestigiosas oficinas de Laubisch & Hirth (Rio de Janeiro), do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, de onde veio ainda a azulejaria artística, e da Piancastelli & Filhos (Belo Horizonte).

A atividade em torno dos edifícios não era menos febril. Todo o plano de urbanização do Barreiro estava em andamento, com seus arruamentos, sistemas de abastecimentos de água e energia, drenagem e esgotamento; com a abertura, no muque na picareta, da bela Avenida do Contorno; com a concepção e implantação dos lagos inferior (Norte) e Superior (sul) – ao qual atribuem, uns, a forma do mapa do Brasil; outros, a de coração – ; com a completa Praça de Esportes e as novas Fontes da Dona Beja e Andrade Junior.

Finalmente, em 23 de abril de 1944, seis anos depois de principado, com pompa, circunstancia e a presença do presidente Getúlio Vargas e do governador Benedito Valadares, era inaugurado o Complexo do Barreiro.

Devemos lembrar que no mesmo período que o Governo conjuntamente com o Governo do Estado de Minas Gerais, erguia o Grande Hotel e Termas de Araxá. Em Petrópolis o empresário Joaquim Rollas, erguia o Cassino Hotel Quitandinha, mas com recursos próprios.

Fonte: Rede Tauá de Hoteis

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Realizada num dos mais belos hotéis do Brasil – Grande Hotel e Thermas de Araxá. A Páscoa Iluminada é um grande evento de som e luz.
4 dias

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