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Instituto de Educação do Rio de Janeiro

Neo Colonial Luso Brasileiro
25 mar

Instituto de Educação do Rio de Janeiro

por William Bittar

Encerrando a década e coroando o movimento, nas palavras de José Mariano, foi aberto um concurso público, em 1928, para o projeto destinado à Escola Normal do Distrito Federal. O resultado final outorgou o primeiro prêmio para a dupla de arquitetos Angelo Bruhns e José Cortez, produzindo eufóricas manifestações de José Mariano diante da monumentalidade da obra, a linguagem formal e seus prováveis resultados simbólicos materializados.  Contava com um projeto bem resolvido,  onde estavam inseridos um amplo ginásio, um teatro para uma platéia de 528 espectadores, piscina semi-olímpica, salas de aulas para disciplinas gerais e específicas – desenho, geografia, música – laboratórios, biblioteca, sala para pequenas indústrias, oficinas. Um programa abrangente com instalações que primavam por um acabamento esmerado, utilizando vastamente o repertório neocolonial.

Segundo Mariano, o próprio edifício agia em defesa do movimento, demonstrando que suas propostas não se tratavam apenas de um discurso formalista, como afirmavam seus principais detratores.

Devido à turbulência política no final de 1930, a Escola Normal não foi inaugurada, como previsto, no dia 12 de outubro, o Dia da América. Já estavam em marcha os acontecimentos que culminariam, no final do mês, com a deposição do presidente Wasington Luiz e surgira a ameaça de ocupação do edifício, já concluído, pelos soldados do Rio Grande do Sul.

“E o Instituto era um prédio público que ainda não tinha sido inaugurado. O secretário Antônio Vitor passou dias e noites lá. Primeiro levaram o material dos arquivos, depois cadeiras e mesas… Todo mundo ajudava, e foi feita a mudança, em menos de uma semana.”

Todas essas construções escolares, incluindo a própria Escola Normal, revelam uma definida preocupação com conforto climático, já manifesta oficialmente pelo próprio Diretor de Instrução Pública do Distrito Federal: pátios internos, salas de aula com janelas altas para melhoria da ventilação, varandas propiciando proteção à incidência solar para os locais de aula, blocos interligados, gelosias, alguns muxarabis nos fechamentos de vãos e implantação em centro de terreno visando melhor insolação e ventilação, portada elaborada e ampla área livre arborizada. Em relação aos fluxos, considerando-se a situação do período, havia uma intenção de separar o principal, que ocorreria através de uma circulação central, dos secundários, voltados para as varandas específicas de cada sala. Além disso, essas instituições escolares receberam um programa cuidadosamente estudado, atendendo ao disposto nas novas diretrizes educacionais para o ensino primário: salas de aula com dimensionamento compatível, salas para atividades especiais, biblioteca, salas de estudo, setor administrativo, ginásio, vestiário e refeitório.

Confira, a seguir, quais são eles!

Arquitetura

Edifício escolar de grande porte, criado na gestão de Antonio Prado Junior como Prefeito do Rio de Janeiro, procurando atender e melhorar as condições do ensino de formação de professores primários do então Distrito Federal, inaugurado em 1930.

Edifício de grandes dimensões, ocupando grande área, com predomínio horizontal, em três pavimentos, apresentando pátio interno grandioso, à semelhança de claustro, circundado por galerias superpostas arqueadas, que funcionam como circulação do edifício para salas, gabinetes, laboratórios com grande chafariz em pedra, de planta poligonal. Além disso possui construções anexas, interligadas ao edifício principal, de planta circular, onde funcionam ginásio, biblioteca, teatro. 

A construção utiliza elementos arquitetura tradicional do período colonial (Brasil), principalmente da arquitetura religiosa. A fachada com portada monumental em destaque, se compõe de arcadas superpostas, terraço, óculos, nichos, volutas, coruchus, sobrevergas em arcos abatidos, escadarias, embasamento, enquadramentos, coroamento e cimalhas em argamassa em tom marrom, à feição de pedras, assemelhando-se a construções conventuais do século XVII.

Dois corpos laterais, nas extremidades da fachada principal, simetricamente dispostos, com o mesmo vocabulário formal,completam a composição. A planta apresenta, além do pátio interno e galerias já citadas anteriormente, grandes corredores e circulação, salas de aula, sanitários, biblioteca, salas especiais, todos de grande área e alto pé direito, de material de boa qualidade no acabamento (pisos, tetos,portas) .

O edifício, apesar das diversas reformas sofridas, com criação de diversos anexos, parque aquático, jardim de infância, etc., não apresenta transformações sensíveis no conjunto.

Normalistas do Instituto de Educação do ano de 1951/52, foto realizada no pátio central. Acervo: Maria Beatriz Vieira Silvino.

 

Que tal, você gostou das informações que trouxemos sobre o Instituto de Educação? Deixe seu comentário!

 

Viaje Conosco

Aereo
Localizada nos sertões antes inexplorados da então colônia portuguesa, onde os ares destilavam revoltas, como registrara o Conde de Assumar. Pelas ruas estreitas, calçadas de pé-de-moleque e capistranas, ouvindo o rumorejar dos córregos aflitos sobre os seixos rolados, algumas destas sensações poderão ajudar a sentir a magia do lugar, onde lendas ainda povoam as ruas e becos com sugestivos nomes a provocar a imaginação
5 Dias

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