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Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa

Rio de Janeiro
1 maio

Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa

por Alex Brando e William Bittar

Conhecida como a padroeira dos cativos africanos, a história da Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa começa no Rio de Janeiro, no ano de 1740, com a chegada de escravos náufragos da Ilha de Lampedusa, no Mediterrâneo. Essa Ilha hoje pertence a Itália e é o maior ponto de desembarque de refugiados africanos na Europa.

No Brasil, esta devoção à Nossa Senhora começa como uma confraria exclusivamente de escravos que utilizavam as dependências da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos para realização dos serviços e festas religiosos dedicados a Maria.

Igreja da Confraria de Nossa Senhora da Lampadosa, na pintura de Jean-Baptiste Debret.

A construção do primeiro templo da confraria foi autorizada pelo Bispo do Rio de Janeiro, D. Antônio do Desterro (1694 – 1773), em 20 de dezembro de 1747, em terreno doado pelo casal Pedro Coelho da Silva e Teresa de Jesus Almeida, na área próxima ao Rossio Grande, hoje conhecida como Praça Tiradentes. Por se tratar de igreja de confraria de negros como a Igreja do Rosário, deveria ser erguida fora dos limites da cidade. Na ocasião, a rua da Vala, atual Uruguaiana, era o limite ocidental do pequeno núcleo colonial.

Os proventos para construção vinham principalmente dos dízimos dos irmãos, esmolas, doações e das festas da padroeira. Somente em 31 de agosto de 1772, a Capela-mor foi consagrada, iniciando assim o serviço religioso no local. As obras perduraram por mais alguns anos, mas mesmo assim o resultado final era muito modesto.

Ao longo do século XIX o edifício recebeu ampliações e modificações em sua fachada original, incorporando a influência gótica, partido estético comum na ocasião para templos religiosos dentro do discurso eclético então vigente.

Antiga Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa, antes da reforma de 1934. -Foto Augusto Malta.

A Igreja Neocolonial

No início do século XX, através de doações, a irmandade decidiu pela demolição parcial do edifício, contratando os arquitetos Paulo Candiota e Eduardo de Sá para elaboração de um novo projeto, adotando o repertório neocolonial luso-brasileiro, predominante ao longo da década de 1920.

Croqui da nova fachada da Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa, em estilo Neocolonial Luso-Brasileiro. Projeto dos arquitetos Paulo Candiota e Eduardo de Sá

O atual edifício foi somente em 1934. A fachada principal, voltada para Avenida Passos, encontra-se recuada entre dois edifícios, criando um adro de acesso ao templo protegido por um muro de alvenaria e um gradil de ferro. Ao alto da fachada encontramos elementos da arquitetura colonial brasileira do Séc. XVIII, além da imagem da Padroeira e um pequeno campanário.

Fachada da Av. Passos, concluída em 1934.

O templo possui, ainda, outro acesso rés do chão, à Rua Luís de Camões, pouco utilizado pelos fiéis, com as mesmas características da fachada principal. Mas com poucos acabamentos do colonial luso-brasileiro.

Os dois acessos da Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa. Imagem de satélite Google.

A última missa de Tiradentes

Além da sua importância como templo católico, o edifício é um símbolo relacionado à execução do Tiradentes, em 1792, em suas imediações.

Óleo sobre tela de Leopoldino de Faria (1836-1911) retratando a Resposta de Tiradentes à comutação da pena de morte dos Inconfidentes.

Registram os relatos que, preso em 1789, após o levante da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier ficou encarcerado na antiga Cadeia Velha, ao lado do Paço Imperial, local onde, na década de 1920 foi erguida a então Câmara dos Deputados, o Palácio Tiradentes.

O local determinado para execução do réu foi o Largo de São Domingos, em frente à Igreja dedicada a este orago, demolida quando foi aberta a Avenida Presidente Vargas.

Na manhã daquele 21 de abril de 1792, às 8 horas, Tiradentes foi conduzido à forca. Saiu da Cadeia, seguindo a pé pela rua do Piolho (depois Carioca), do Piolho, atravessou o Rossio Grande (atual Praça Tiradentes), se dirigindo para o patíbulo, atravessando a rua do Erário (Avenida Passos).  No caminho, ao passar diante da antiga Igreja da Lampadosa, o condenado teria assistido sua última missa, da soleira do templo. No entanto, no momento da elevação da hóstia, após a homilia, o bravo Inconfidente foi retirado do local, pois os condenados eram proibidos de assistir ao ato mais imponente da Santa Missa.

Martírio de Tiradentes, óleo sobre tela de Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo (1854 — 1916).

Ao final daquela trágica manhã, o réu foi enforcado, esquartejado e seus despojos expostos pela Estrada Real, entre o Rio de Janeiro e Vila Rica, em cuja praça sua cabeça ficou em exposição. Porém a cruel sentença não se cumpriu totalmente: o tempo não consumiu o corpo do Inconfidente, pois mãos desconhecidas o recolheram e certamente concederam-lhe um digno sepultamento, para a ira dos poderosos, AINDA QUE TARDIA.

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