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Museu de Arte Sacra

de São Paulo
1 jul

Museu de Arte Sacra

Igreja e Convento de Nossa Senhora da Luz

Desde 1583 havia uma primeira ermida de dedicação a Nossa Senhora da Luz, nos campos de Guarape. Em 1765, Morgado de Mateus chega para ser governador de São Paulo. Diante da ermida quase arruinada, resolve restaurá-la e, com auxílio de Frei Antônio de Sant’Ana Galvão, ampliá-la. Então, constrói o convento e nele abriga uma comunidade para recolhimento de mulheres.

Igreja e Convento de Nossa Senhora da Luz, em 1862. Repare no carro de boi, aonde hoje encontramos a Av. Tiradentes.

O prédio do Convento tem todas as paredes de Taipa de grande espessura. A igreja se localiza ao centro do prédio, com a nave octogonal coberta por cúpula de barrete. Em uma de suas faces, abre-se o arco da capela-mor e, na face oposta, o arco voltado para o coro das freiras, vedado por treliças.

Externamente, o convento é uma edificação extensa, assobradada, com doze vãos à esquerda da frontaria da igreja e três a direita. A fachada da igreja tem, no térreo, três arcos de entrada para a nave e três janelas na altura do coro. Acima da cimalha, a torre sineira é ladeada por volutas e tem no primeiro tramo um nicho; no segundo, dois vãos para os sinos e, no alto, um frontão com curvas.

Fachada da Igreja do Convento da Luz.

Internamente, o retábulo da capela-mor é elegante, porém singelo; com colunas de fuste cilíndrico, tem no topo um frontão barroco que enquadra uma cartela com emblema da Virgem. Esse retábulo se filia à gramática rococó. No coro das freiras, dois cadeirais se colocam nas paredes laterais.

Restaurado o conjunto pelo governo do estado na década de 1960, instalou-se no térreo o Museu de Arte Sacra de São Paulo, para manutenção e exposição das imagens, peças de culto e alfaias religiosas pertencentes ao Museu da Mitra, além de objetos adquiridos pelo governo estadual. O edifício do convento e a igreja continuam de uso das religiosas da ordem sacramentina.

Vista aérea do Complexo do Convento de Nossa Senhora da Luz.

Aqui encontramos também as pílulas do Santo Frei Galvão, fundador do Convento e o famoso Presépio Napolitano, adquirido por Francisco Matarazzo Sobrinho transferido para o Museu de Arte Sacra em 1998.

Presépio Napolitano de Francisco Matarazzo

O conjunto de 1.600 peças italianas do século XVIII propicia uma verdadeira viagem no tempo e no espaço. Além da tradicional cena da natividade de Jesus de Nazaré, as peças representam diversos profissionais urbanos (como ferreiro, sapateiro, barbeiro, verdureiro, entre outros), pastores, homens do campo, além de objetos, utensílios e móveis, em uma cenografia que ocupa 110 m².

Francisco Matarazzo Sobrinho, o “Ciccilo”, adquiriu o Presépio Napolitano na Itália, em 1949. O conjunto de 1.600 peças, confeccionadas em Nápoles no século XVIII, remontavam uma vila napolitana setecentista. Entre obras de artesãos anônimos, peças de artistas eruditos, conhecidos como figurinai, como Francesco Cappiello, Francesco Ingaldi, Giuseppe Gallo, Lorenzo Mosca, Matteo Bottigliero, Nicolla Somma, demonstram alto nível técnico.

Francisco Matarazzo Sobrinho, o “Ciccilo”, e Yolanda Penteado, mecenas da cultura paulistana.

No Brasil, Ciccilo desejava montar o presépio segundo a cenografia original. Entregou a empreitada a Lourdes Duarte Milliet, esposa do artista Sergio Milliet e irmã do estudioso Paulo Duarte. Para a reconfecção das vestimentas, Gabriella Pascolato, proprietária da Tecelagem Santa Constancia, forneceu os tecidos. As figuras foram recompostas pelo artesão Gregório Tinell; a cenografia, por Tullio Costa, com colaboração de Ítalo Bianchi.

Assim, em 4 de outubro de 1950, o Presépio Napolitano foi aberto para visitação pública na Galeria Prestes Maia, permanecendo em exposição por onze meses. Depois, foi recolhido e passou cinco anos guardado na Metalúrgica Matarazzo. Em 1956, o conjunto transferido para o antigo Pavilhão do Folclore, no Parque do Ibirapuera, onde permaneceu em exposição até 1985. Porém, as condições ambientais e técnicas do local colocavam este importante acervo em risco, razão que motivou sua transferência para o Mosteiro da Luz, que abriga o Museu de Arte Sacra de São Paulo.

Presépio Napolitano, doado ao Governo Estadual, pelo empresario Ciccilo Matarazzo.

Em 1998, o Museu resgatou o projeto do presépio. Paralelamente, o Museu reformou a antiga residência do capelão do Mosteiro da Luz para abrigar o conjunto. O artista Silvio Galvão foi chamado para desenvolver a cenografia, seguindo a concepção criada em 1950 por Tullio Costa. Em 1999, o Presépio Napolitano voltou a ser aberto à exposição pública, em condições que garantiam – e ainda hoje garantem – sua correta instalação, manutenção e preservação.

Adoração aos Reis Magos, na visão dos artesões napolitanos do Séc. XVIII.

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