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Os Sobrados de Bananal

Arquitetura Cafeeira
24 abr

Os Sobrados de Bananal

por William Bittar

Com a criação do Caminho Novo da Piedade, que ligava as Províncias do Rio de Janeiro e São Paulo, surgiram algumas edificações de caráter precário, pousos para os tropeiros e mercadores. Ao redor, posseiros levantavam suas construções e requeriam a posse das sesmarias.

Em 1783 foi cedida uma sesmaria a João Barbosa Camargo e sua mulher, onde ergueram a capela de pau-a-pique em louvor ao Senhor Bom Jesus do Livramento, origem do povoado de Bananal.

O núcleo urbano original fora definido por um rua que cruzava o Rio Bananal, balizada por algumas chácaras, armazéns e sobrados. Com o passar do tempo e a valorização da área urbanizada, algumas propriedades foram subdivididas em lotes menores que abrigavam construções à feição das vilas coloniais: residências coladas às divisas, fronteiras à rua, num longo correr de casas térreas e sobrados.

Solar Aguiar Vallim

Imponente sobrado construído em 1860 para abrigar a família em festas e entressafras, conta com dezesseis janelas de serralheria e, segundo descrições locais, primorosamente acabado em seus interiores.

O Capitão José de Aguiar Toledo, ainda muito moço casou-se com Maria do Espírito Santo Ribeiro Valim. O jovem casal vai morar então no bairro do Retiro onde começa a cultivar e fabricar o anil.

Com o passar do tempo ele adquire a Fazenda Bahia e começa a desenvolver o cultivo do café, formando assim uma colossal plantação de café. Outros fazendeiros vinham abastecer-se para começar novas plantações. Formou depois a Fazenda Resgate.

Adquirindo mais terras, tornou-se assim um dos mais afortunados de Bananal, com vastas plantações de café. Deixando toda a sua fortuna para seus nove filhos, que continuaram com igual sucesso.

O Capitão José de Aguiar Toledo tinha grande influência na localidade, ele era considerado os mais enérgicos e mais inteligente entre os notáveis da vila.

As famílias Vallim, Aguiar e Toledo mesclaram-se e, em Bananal formaram verdadeiro clã.

Em 1855 foi construído o solar Aguiar Valim para em seus salões receber autoridades do Império. Ocupa toda a lateral da Praça Rubião Junior.

Suas características são neoclássicas, suas portas principais são em arco pleno e a escada principal tem lances simétricos. Com um magnífico hall e murais feitos pelo artista catalão José Maria Villaronga, com um primoroso acabamento.

O Solar Aguiar Valim, localizada na Praça Rubião Junior e um marco do casario histórico da Cidade de Bananal.

Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus do Livramento

Edificação simples, de fachada discreta com referências clássicas, foi construída em 1811.

Apresenta planta retangular, com decoração muito alterada com o tempo. Conta com algumas imagens de interesse, como os Doze Apóstolos, na capela do Santíssimo. Está localizada em destaque na principal praça da cidade.

Erguida em 1785 por João Barbosa de Camargo sua esposa, como forma de pagamento de uma promessa, a capela foi o marco inicial da cidade de Bananal. Para o melhor acesso dos fiéis foi doada o terreno para a construção da nova igreja da matriz. A nova igreja da Matriz foi construída em 1811, em estilo colonial. Em 1834 a igreja encontrava-se em péssimo estado, uma reforma foi iniciada sem o auxílio da iniciativa pública. Em 1836, a Lei Provincial nº. 9 aprovou a provisão de recursos para o arremate das terras do patrimônio da Matriz e a aplicação do dinheiro na reforma.

Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus do Livramento.

Chafariz

Uma destas raridades é o Chafariz de Bananal. Construído nos idos de 1879, o chafariz foi uma benfeitoria pública, feita com o intuito de oferecer água potável aos moradores da cidade de Bananal. Construído de metal, mesmo é um dos marcos da história na cidade, um dos poucos exemplares encontrados nas cidades fora da área da capital, o que reforça a importância de Bananal.

O chafariz, importado da Europa, foi inaugurado no Largo da Matriz em clima de festa em 1880.

Chafariz de Ferro Fundido da Cidade de Bananal.

Na época que não havia água encanada, o lugar deveria servir ao público, além de evitar a transmissão de doenças. O Chafariz de Bananal, ou Chafariz Público, está no ponto central da cidade, a Praça da Matriz, bem no meio dela, como um marco de uma era de esplendor da bela cidade do Vale do Café.

Igreja Nossa Senhora do Rosário

De planta retangular e arquitetura simples, esta igreja, localizada à Praça João Rubião Júnior, foi erigida pela Irmandade dos Homens Pretos

Uma característica marcante das cidades históricas é a presença de construções religiosas. Bananal não foge à regra e possui diversas igrejas, cada uma com sua história e peculiaridades próprias e uma destas é a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, uma singela construção que fica no coração histórico de Bananal. Localizada da Praça Rubião Júnior, do alo oposto do Solar Valim Aguiar o prédio evoca as obras da Era do Café, porém, é difícil precisar a data de sua construção no século XIX, assim como existem poucos registros sobre a fundação da mesma (para se cegar a esta conclusão, muitos historiadores utilizaram documentos que citassem a mesma para localizá-la no tempo histórico).

Igreja Nossa Senhora do Rosário.

Com sua pintura nova a Igreja se aclimata bem a praça, além de sediar algumas programações do ciclo religioso na cidade. Como curiosidade a estrutura da fachada se assemelha bastante com a Igreja Matriz que está a alguns metros. Era na Igreja de Nossa Senhora do Rosário onde costumavam se reunir os escravos para celebrar a missa durante o período do Brasil Imperial.

Pharmácia Popular

A Pharmacia Popular abriu suas portas em 1830, com Pharmacia Imperial, fundada pelo francês Tourin Domingos Mosnier e sofreu uma única reforma no final do século XIX, quando mudou de nome, recebendo sua aparência atual.

O boticário francês permaneceria à frente do negócio por 30 anos, quando vendeu a farmácia para o coronel Valeriano José da Costa. Em 1889, com a proclamação da república, houve uma pressão na cidade para que o estabelecimento mudasse de nome, já que fazia referência ao finado império. E foi assim que naquele ano a Pharmacia Imperial dava lugar a Pharmacia Popular, nome que perdurou até o fim das atividades.

Antiga Pharmacia Popular de Bananal, hoje todo o seu acervo esta nas mãos de particulares.

Com a morte de seu proprietário, em 1918, a farmácia mais uma vez mudaria de dono, adquirida pelo coronel Graça. Ele por sua vez passaria a propriedade a seu filho, Ernani Graça, que em breve seria eleito prefeito de Bananal por dois mandatos. Quando faleceu, a farmácia passaria para seu filho, Plínio Graça, que também seria por duas vezes prefeito da cidade.

Considerada a mais antiga em funcionamento no Brasil, seu proprietário, Plínio Graça, herdou-a do pai, que a adquirira em 1922, com a condição de não modificar sua aparência nem se desfazer de seu acervo, composto por belos balcões de pinho de Riga, ornados por ânforas de cristal com água colorida, destacando-se obre piso com ladrilhos hidráulicos franceses.

Fachada atual da Phármacia Popular.

Graça seria o último dono da farmácia em funcionamento, vindo a falecer em 2011. A farmácia atualmente está nas mãos de outro farmacêutico, mas todo o seu acervo foi desfeito, passando para as mãos de particulares.

Solar de Luciano José de Almeida – Hotel Brasil

Um dos prédios que chamam a atenção, bem na Praça da Matriz é o do Hotel Brasil, o antigo Solar Luciano José de Almeida.

A família Almeida foi uma das grandes detentoras de terra na região do Vale do Café e Luciano José de Almeida foi um grande proprietário senhor de escravos, sendo a Boa Vista uma de suas posses. O escravagista, como de costume na época, seria um político da região, que fomentou o desenvolvimento da cidade, recebendo diversas honras do poder imperial.

O Solar Luciano José de Almeida, é uma das maiores construções da cidade e tem a forma de U, com um pátio interno, o que comprova que abrigou muitas pessoas, além de receber diversos visitantes. Isso seria construído na segunda metade do século XIX e no seu interior manobravam as carruagens que chegavam à mansão.

Em 1928, foi inaugurado o Hotel Brasil, com sua bela sacada e inúmeras janelas. Cabe ressaltar que hoje a visitação se faz apenas pelo lado externo e não é possível se hospedar no hotel, que está fechado. Apenas o prédio tombado ficou, para contar a história de uma era e esperamos que alguém assuma o mesmo, para que seu esplendor continue a causar admiração aos visitantes.

Solar de Luciano José de Almeida – Hotel Brasil.

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Fundada em 1783, Bananal teve seu apogeu em torno do séc XIX, com a produção de café. Grandes fazendas e palacetes urbanos são ainda o testemunho desse período. Fazem 50 anos, Bananal iniciou novo ciclo produtivo, voltado para o artesanato, com destaque os trabalhos em croche de barbante, a produção de cachaça e doces artesanais sendo que o governo estadual de São Paulo, classificou a cidade de Bananal como Estância Turítica. Em 1985 o Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de São Paulo, CONDEPHAAT, promoveu o tombamento do…
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