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Os Solares de Quissamã

Casa Mato de Pipa
13 abr

Os Solares de Quissamã

por William Bittar

Com a povoação da Vila foram construídos verdadeiros palacetes, documentos arquitetônicos de relevante valor cultural.

Em 1782 o casal Ana Francisca e Manoel Carneiro da Silva, Visconde de Araruama, transferiu-se definitivamente para Mato de Pipa, implantando a primeira casa de telhas construída na região, considerado atualmente como o último remanescente de casa de residência construída no século XVIII, em todo o norte fluminense.

Mais antiga casa de senhor de engenho ainda de pé na região do norte fluminense, a sede da Fazenda Mato de Pipa foi o centro ao redor do qual cresceu o povoamento que se tornaria o município de Quissamã.

Entre 1795 e 1815 o seu oratório funcionou como Matriz Provisória, guardando imagens vindas de Capivary. Em 1826, o casal transferiu-se com os filhos para a Fazenda Quissamã. Ficam residindo em Mato de Pipa sua mãe e duas irmãs solteiras que herdam a fazenda em 1840. A casa passa por diversos testamentos até pertencer aos herdeiros de Maria Antônia de Almeida Pereira, atuais proprietários.

Em 2002 a casa de Mato de Pipa passou a ser administrada por uma associação criada para preservá-la, a AMAP (Associação dos Moradores e Amigos de Mato de Pipa).

Em 1852, foi construída por Ignácio Silveira da Motta, o Barão de Vila Franca, o solar da Fazenda Santa Francisca, que atualmente é um dos exemplares em melhor estado de conservação. Nos seus jardins, árvores centenárias ainda guardam o mesmo paisagismo da sua época de construção.

Solar da Fazenda Santa Francisca.

Em 1867, foi construída a casa da Fazenda Machadinha, residência de Manoel Carneiro da Silva, Visconde de Ururay, filho do Visconde de Araruama, casado com Ana do Loreto, filha do Duque de Caxias. Este solar era um verdadeiro primor de construção e acabamento, com móveis, louças e cristais importados da Europa.

Em 1875, foi construído por Bento Carneiro da Silva, Conde de Araruama, filho do Visconde e casado com Rachel Queiroz, filha do Barão de Muriaé, o Solar de Mandiquera, casa de fino acabamento, com senzalas e engenho, uma das sedes mais significativas em relação à tipologia estilística, guardando elementos neoclássicos.

Sola da Fazenda Mandiquera.

Quem visita Quissamã tem a impressão de um pequeno mundo isolado. O seu passado continua vivo lembrando as antigas sociedades de engenhos e Barões. Para conhecê-la é preciso perder-se nela e identificar os fortes aspectos que estão presentes em cada parte de seu território.

Casa da Fazenda de Mato de Pipa

Exemplar de arquitetura rural aparentada às casas bandeiristas da área de São Paulo. A varanda entalada é fechada por parapeito de alvenaria, tendo no meio duas colunas de madeira apoiando o telhado. Possuía fachada num único plano, e o vasto telhado de quatro águas em telhas canal, com beiral aparente encachorrado, ainda mais reafirma sua arquitetura simples de sabor colonial.

Pela disposição dos cômodos em planta e pelas notícias que se tem no diário do Visconde de Araruama, conclui-se ter havido transformações na planta da casa no decorrer, principalmente, da primeira metade do século XIX.

Hoje a casa e mantida pela Associação dos Amigos de Mato de Pipa (AMAP), fundada em 1983, com o objetivo de angariar fundos para conservação e manutenção da casa, em 1985 o edifício e tombado pelo INEPAC.

Casa da Fazenda de Quissamã

A residência e da época do Visconde de Araruama, erguida em 1826. O corpo principal e dominado pelo varandão entalhado e pelo vasto telhado de beiral, tendo ao lado direito o torreão de seção retangular e de três níveis. Recuado, na esquerda, uma área de serviços, baixa, de estrutura e telhados aparentes, e, na direita, um corpo assobrado de amplo telhado com beiral.  Mais tarde foi construído outro sobrado à esquerda, que já foi demolido juntamente com outro sobrado com torreão, que se encontrava ao lado direito da casa principal.

Todo o imóvel respirava uma arquitetura colonial com influencia bandeirista, que foi modificada na segunda metade do séc. XIX.

O imóvel fica na família do Visconde de Quissamã, até a década de 1950, quando e adquirido pela Cia. De Engenho Central, sendo transferido anos depois para a Prefeitura Municipal de Quissamã e transformada em Museu Casa de Quissamã, preservando a história da cidade.

Casa da Fazenda Machadinha

Um belo exemplar das residências rurais do Estado do Rio de Janeiro. O imóvel era composto de pavimento térreo e sobrado que ocupava apenas uma parte do primeiro andar.

 Possuía varanda em arcos com piso em lajotas de mármore, circundada por gradil de ferro de desenho caprichoso. Os pisos de madeira das salas principais eram tratados em parque, e janelas, em arco pleno, tinha bandeiras que enquadravam as rosáceas de vidro colorido. O sobrado possuía três janelas em cada fachada, com gradis iguais aos da varanda. As janelas eram compostas externamente de folhas de vidro em guilhotinas e de folhas dobráveis de madeira de encarte na espessura da parede. Possuía escadaria que, partindo do térreo em dois lances, terminava em um único sobrado, passando por patamar, o conjunto era ladeado por falsas colunas toscanas sobre pedestais, em madeira, tratadas como se fossem cunhais, ligadas por verga em concordância curva. Os forros eram em madeira trabalhada.

O imóvel ficou na família do Visconde de Ururaí até a década de 1940, quando a propriedade foi vendida para a cia do Engenho Central de Quissamã e fechada o acesso em 1970. Em 1977 é o imóvel e tombado pelo INEPAC, a Casa Principal, as senzalas e a capela da fazenda.

Solar da Fazenda Machadinha, hoje já demolida. Só resta hoje os edifícios das Senzalas.

Infelizmente fechado e abandonado, a sede foi se deteriorando e ruindo aos poucos chegando em fins de 2017, não existindo atualmente mais nenhum resquício do seu esplendor. Preservando somente as senzalas e a capela dedicada à Nossa Senhora do Patrocínio.

Casa da Fazenda Mandiquera

Antiga residência do Conde de Araruama, O solar foi construído de um só pavimento sobre um porão. A casa possui um jardim de inverno central com chafariz, os corredores são pintados com uma antiga técnica chamada de Escaiolas, a capela possui detalhes em ouro, todas as vidraças do solar são em vidro Alemão, as fundições do gradil do chafariz em forma de sereia os portões e os postes são da fundição ValD’osne, o piso é todo de madeira nobre com desenhos florais o forro do teto é todo desenhado com desenhos em espiral com detalhes em ouro, a casa possui iluminação a gás de carbureto distribuído por encanamento embutido, inclusive para os postes do jardim.

Inaugurado em 1875 por Bento Carneiro da Silva, a edificação é considerada uma obra monumental para os padrões da oligarquia canavieira da época. Além de ter recebido a visita do Imperador Dom Pedro II, a sede da fazenda também foi locação para os filmes O Coronel e o Lobisomem (2005), de Maurício Azevedo, e Deu no New York Times (1987), dirigido por Henfil. O sítio histórico formado pelo conjunto arquitetônico e paisagístico da Fazenda Mandiquera foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em 2007.

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Quissamã R$195

Em 9 de agosto de 1627, as terras compreendidas entre o Rio Macaé e o Cabo de São Tomé, aí incluídas as terras de Quissamã, foram doadas por sesmarias aos "Sete Capitães" (Miguel Aires Maldonado, Gonçalo Correa, Duarte Correa, Manoel Correa, Antônio Pinto, João de Castilho, Miguel Riscado), por Martim de Sá, em pagamento por serviços prestados à Coroa Portuguesa.
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