logo
Agência carioca especializada em turismo cultural para melhor idade. Promovemos diversão, conhecimento e integração em nossos passeios. Nossas viagens são mais do que um simples caminhar. Cuidamos de tudo para que, do começo ao fim, você só se preocupe em desfrutar desses momentos.
Ultimas Postagens
(21) 98208-8506
contato@alextourviagens.com.br

NOS SIGA NAS REDES:

(21) 98208-8506
Topo
 

Palácios de Brasília

Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Justiça
29 maio

Palácios de Brasília

por Alex Brando

A cidade

Brasília foi inaugurada oficialmente no dia 21 de abril de 1960, após três anos de grandes obras arquitetônicas, urbanísticas e logísticas.

A proposta inicial de mudança da capital surgiu ainda no século XIX, citada inclusive por José Bonifácio de Andrade e Silva, em 1823.  Na primeira constituição republicana, em 1891, é novamente mencionado a mudança da capital para o interior do país. Em 1892, Planaltina recebeu a Missão Cruls que, chefiada por Louis Ferdinand Cruls, realizou o levantamento topográfico, geológico, além da fauna e flora da região, através de Planaltina.

Missão Cruls que, chefiada por Louis Ferdinand Cruls, 1982.

Esta cidade, uma das mais antigas da região, recebeu a pedra fundamental da futura capital, assentada no Morro do Centenário, em 7 de setembro de 1922, primeiro centenário da Independência.

Ali estava assinalado o ponto central do Brasil, entre os paralelos 15 e 20, conforme sonhara Dom Bosco. A área próxima posteriormente ficou conhecida como Quadrilátero Cruls, a primeira versão do “quadradinho”, como todo brasiliense chama o mapa da cidade.

Quadrilátero Cruls, futuro Distrito Federal.

Somente na década de 1950, após a eleição de Juscelino Kubistchek, iniciou-se o movimento de mudança da capital. Foi lançado o Concurso de Projeto Urbanístico da NOVACAP, vencido pelo arquiteto Lúcio Costa sob muita polêmica.

Oscar Niemeyer ficou responsável, mesmo antes da definição do plano urbanístico, pelos principais projetos arquitetônicos da cidade como os Palácios da Alvorada, Planalto, Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional, Catedral e Teatro.

Projeto da NOVACAP, concebido pelo Arq, Lucio Costa.

A cidade e sua arquitetura receberam influência do Movimento Moderno de Arquitetura, representado principalmente por Le Corbusier, que já havia trabalhado com a dupla brasileira. No entanto, acompanhando as transformações internacionais, alguns edifícios mais recentes, da década de 1960, já apresentaram a influência do Brutalismo, como os Palácios dos Arcos e da Justiça.

Palácio dos Arcos – Ministério das Relações Exteriores

Os primeiros estudos para o Palácio dos Arcos são de 1959, mas somente em 1965 as obras se iniciaram, concluídas em 1967. O edifício foi projetado em dois blocos: o primeiro, destinado a eventos oficiais, como recepção de chefes de estado e eventos protocolares do Governo Federal e o segundo, erguido para o setor administrativo do Ministério.

Palácio dos Arcos – Ministério do Itamaraty

Podemos considerar o bloco principal composto por dois elementos arquitetônicos: a caixa de colunas em arcos plenos parece brotar do espelho d’agua, diversa das formas finas e etéreas das alvas colunas dos palácios anteriores. Trata-se de um edifício de concreto cinza ocre e elemento interno de vidros refratários marrons, bem distinto do mármore branco e vidros verdes empregados nos Palácios do Alvorada e do Planalto.

Palácio dos Arcos – Espelho d’ água projetado por Roberto Burle Marx.

No topo do prédio surge um terraço-jardim projetado por Roberto Burle Marx, aberto e iluminado por um pergolado. No pequeno lago do térreo, a vegetação amazônica circunda todo o edifício, os espelhos d’água que vem como artifício para combater a baixa umidade de Brasília. Integra-se nesse espaço uma escultura em mármore branco do artista brasileiro Bruno Giorgi, autor também de “Os Candangos”, grupo escultórico inaugurado em 1959, na Praça dos Três Poderes.

Os Candangos – Obra de Bruno Giogi, inaugurado em 1959, na Praça dos Três Poderes.

O Palácio dos Arcos, apelidado de “Coliseu” por alguns, é aberto à visitação pública, com agendamento prévio.

Palácio da Justiça

Entregue ao Ministério da Justiça somente na década de 1970, o edifício projetado por Oscar Niemeyer ainda na década de 1950, veio reunir os trabalhos do ministério que estava dividido entre a Nova Capital – Brasília e a Velha Capital – Rio de Janeiro.

O palácio seguiu repertório semelhante àqueles já adotados no Palácio dos Arcos, também localizado no Eixo Monumental da Esplanada dos Ministérios.

Formando um caixa retangular em concreto armado, esse elemento protege um bloco central totalmente envidraçado. A caixa externa brota do espelho d´água com arcos dispostos em ritmo alternado e 06 calhas, como gárgulas estilizadas. Cinco delas funcionam como cascatas de água enquanto a restante age como marquise, protegendo o acesso principal do edifício.

Palácio da Justiça e as calhas da fachada principal.

No espelho d´água projetado por Roberto Burle Marx e como no terraço encontramos plantas tropicais da Região Amazônica. Internamente, no Salão Negro encontraremos um grande painel metálico em aço, composto por 2090 peças confeccionas na Alemanha, além de um bloco de mármore carrara com uma inscrição de José Bonifácio, decretando a criação da Secretaria de Estado de Negócios da Justiça.

Salão Negro, com as 2090 placas de aço ao fundo.

A obra não foi acompanhada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, sofrendo alterações durante a sua execução. Os arcos foram revestidos de mármore branco, material que não foi indicado no projeto original. Na década de 1980, o arquiteto conseguiu apoio do Ministro da Justiça, Fernando Lyra, para reforma do edifício e retirada do mármore branco, retornando o bloco à proposta original.

Os detalhes da fachada do Ministério da Justiça.

Diferentemente do Palácio dos Arcos, o Palácio da Justiça não é aberto à visitação pública.

Estes dois edifícios assinalam uma nova fase no vocabulário de Niemeyer, influenciando outras obras, como a sede da Editora Mondadori, em Milão, com a arcadas de tamanho diverso e ritmo assimétrico.

Sede da Editora Mondadori – Milão – Itália

Que tal, você gostou das informações que trouxemos sobre os Palácios de Brasília? Deixe seu comentário!

Viaje Conosco

Nenhum tour corresponde aos seus critérios

Comments

comments

Deixe uma resposta:

You don't have permission to register
%d blogueiros gostam disto: