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Palácios Portugueses

História e Arquitetura
3 jun

Palácios Portugueses

por Alex Brando

Do absolutismo português do Séc. XVIII ao romantismo alemão de fins do Séc. XIX, Portugal nos proporciona conhecer a sua rica história através da residências oficiais de reis e rainhas, como Queluz, Palácios de sonhos alemãs, como o Sintra, ou antigos conventos transformados em Palácios e Igreja, como o de Mafra, ou somente locais para comercio e transações financeiras como o encontrado no Porto.

Nesses locais podemos encontrar toda exuberância proporcionada pelo ouro extraído da colônia, mas também toda a extravagância de príncipes consortes e o gasto desenfreado da corte.

Nos palácios listados, alguns são marcos do turismo português como o Palácio da Pena e o da Bolsa no Porto e outros quase não estão nos roteiros regulares, mas merecem ser visitados.

Palácio Nacional da Pena – Sintra

Nos picos mais altos da Serra de Sintra, encontra-se o espetacular Palácio da Pena, uma mistura variada de estilos arquitetônicos.

Construído no século XIX por Fernando Saxe-Coburgo-Gotha, marido da jovem Rainha Maria II (filha do Imperador Dom Pedro I e da Imperatriz Leopoldina), o palácio foi erguido sobre o antigo convento dos monges Jerónimos de Nossa Senhora da Pena, que foi fundado no Séc. XVI e abandonado após o terremoto de Lisboa em 1755.

Dom Fernando designou um arquiteto alemão, o barão Von Eschwege, para projetar e construir o palácio de verão com excentricidades de todas as partes do mundo e cercado por um parque.

Palácio Nacional da Pena, erguido no alto da Serra de Sintra.

Do convento – em ruínas, que era composto de claustro e dependências, como capela, sacristia e torre sineira, hoje eles constituem o núcleo norte do Palácio da Pena, ou Palácio Velho, todo pintado em terracota. Ali encontramos o esplendido retábulo de alabastro e mármore foi esculpido por Nicolau Chanterène no Séc. XVI. Cada nicho retrata uma cena da vida de Cristo, da manjedoura a Ascensão.

As obras começaram com reparações no antigo convento, que, segundo fontes da época, se encontrava em muito mau estado. Remodelou todo o piso superior, substituindo as catorze celas por salas de maiores dimensões e cobrindo-as com as abóbadas que hoje vemos. A partir de 1843, foi decidido ampliar o Palácio através de uma nova ala (Palácio Novo – na cor amarela) com salas de ainda maior dimensão, de que é exemplo o Salão Nobre, rematando-a com um torreão circular junto às novas cozinhas.

Além do Palácio, Dom Fernando cria o Parque da Pena, a proposta e o projeto foi de um grande jardim romântico, com caminhos serpenteantes, pavilhões e bancos de pedra, bem como árvores e outras plantas provenientes dos quatro cantos do mundo, tirando partido do clima úmido da Serra de Sintra e criando assim um parque exótico com mais de quinhentas espécies arbóreas.

Sala de Jantar do Palácio Nacional da Pena – Sintra.

Com a proclamação da República em 1910, o palácio se tornou um museu, conservado com como a família real residia ali.

O Palácio e aberto à visitação pública, tempo médio de visita de 2 horas.

Palácio Nacional de Queluz – Queluz

Em 1747, Pedro, o filho mais moço de João V, pediu ao arquiteto Mateus Vicente que transformasse seu pavilhão de caça do Séc. XVII neste palácio de verão em estilo rococó.

Palácio Nacional de Queluz, residencia oficial da Família Real Portuguesa.

Conhecido como o Palácio de Versailles português, serviu como um discreto lugar de encarceramento para a rainha D. Maria I, quando apresenta os primeiros sinais de demência sobretudo após a morte de D. Pedro, em 1786. Após o incêndio que atingiu o Palácio da Ajuda em 1794, o Palácio de Queluz tornou-se a residência oficial da Família Real Portuguesa, até à fuga da Família para o Brasil, em 1807, devido às Invasões Francesas.

O palácio será novamente ocupado pela família, quando Dom João VI retorna do Brasil, em 1822. Podemos encontrar aqui toda a exuberância do rococó português, financiado pelo ouro das Minas Gerais. Percebe-se todo esse fausto em ambientes como o a Sala do trono, a Capela Real, a Sala dos embaixadores, Corredor dos Azulejos e os jardins inspirado em Versailles.

A sala dos embaixadores, localizada no corpo central do Palácio, foi construído por Robillion, a majestosa sala era usada para audiências diplomáticas e também para concertos, todo o teto em trompe l’oeil mostra a família, sua portas se abrem para o Jardins do Palácio, integrando os ambientes em eventos realizados no verão.

A Capela Real foi um dos primeiros espaços construídos no Palácio, projetado por Mateus Vicente de Oliveira, primeiro arquiteto de Queluz. Compreende uma só nave, tendo diferenciados os espaços da capela-mor, de planta oitavada e o do coro. O acesso à capela e à tribuna superior era feito por uma escada a partir da Sala do Lanternim. Aqui, por detrás de uma treliça, a Família Real podia assistir aos ofícios religiosos sem ser vista. Interessante notar, que mesmo sendo uma capela privada, ela possui uma janela, que traz o publico para dentro da capela.

Capela Real do Palácio Nacional de Queluz.

Concorrendo em tamanho com a Sala dos Embaixadores, mas de grande importância pela sua função, a Sala do Trono localiza-se num dos blocos laterais do palácio, mas também aberto para o Jardim, nesse caso Jardim Malta de menor porte. Também conhecida como Casa Grande, é a maior das três salas de aparato do Palácio de Queluz. A sua construção iniciou-se em 1768, quando o casamento de D. Pedro com a sobrinha, futura rainha D. Maria I, justificou a criação de um grande espaço destinado às audiências oficiais. Foi concebida ao gosto regência-rococó, sendo a obra de talha da autoria do escultor-entalhador Silvestre de Faria Lobo, que coordenou uma equipa de prestigiados entalhadores. As pinturas alegóricas do teto foram executadas sob a orientação do pintor João de Freitas Leitão. Além de sala do trono, o espaço era usado como salão de recepções e grandes festas no verão.

O Palácio e aberto à visitação pública, tempo médio de visita de 2 horas.

Palácio Nacional de Mafra – Mafra

O imponente palácio barroco e o mosteiro, são destaques da pequena cidade de Mafra, distante 40 km de Lisboa. O complexo começou a ser erguido no reinado de João V (de 1707 – 1750), os mais extravagantes dos monarcas portugueses.

Complexo do Palácio Nacional de Mafra, composto por Basílica, Claustro e Paço Real.

As obras iniciaram em 1717, com um projeto modesto para abrigar 13 frades franciscanos, mas com ouro proveniente do Brasil. O projeto tornou-se então em um gigantesco complexo de Igreja, Claustro, quartos e biblioteca, além de ambientes para o Rei e a Rainha, todos extravagantes como desejava de Dom João V e concebidos pelo arquiteto Johann Friedrich Ludwig.

A Basílica ocupa a parte central do edifício, ladeada pelas torres sineiras. Tem a forma de cruz latina com o comprimento total 58,5 m e 43 m de largura máxima no cruzeiro, sob o qual se ergue o zimbório, com 65 m de altura e 13 m de diâmetro. O zimbório levou dois anos a construir e foi acabada depois de ser colocado no seu lugar. Para além da capela-mor, esta igreja tem duas capelas no cruzeiro, Sagrada Família (lado sul) e Santíssimo Sacramento (lado norte), duas capelas laterais, Nossa Senhora da Conceição, do lado da Epístola, e S. Pedro de Alcântara, do lado do Evangelho, seis capelas colaterais e dois vestíbulos, para além de 45 tribunas. Para a Real Basílica encomendou também o rei, aos mais prestigiados pintores italianos e portugueses do tempo, as telas e lunetas de todas as capelas. No principal corredor que liga os aposentos reais, atravessamos a Nave da Basílica e podemos ter uma linda visão do edifício.

A Biblioteca Monástico-Real do Palácio Nacional de Mafra é uma das mais importantes bibliotecas europeias, com um valioso acervo de c. de 36.000 volumes, o “ex libris” da ilustração esclarecida do séc. XVIII. De destacar algumas obras raras como a colecção de incunábulos (obras impressas até 1500) ou a famosa “Crónica de Nuremberga” (1493), bem como diversas Bíblias ou a primeira Enciclopédia (conhecida como  de Diderot et D’Alembert), os Livros de Horas iluminados do Séc. XV e ainda um importante núcleo de partituras musicais de autores portugueses e estrangeiros, como Marcos Portugal, J. de Sousa, João José Baldi, entre outros, especialmente escritas para o conjunto dos seis órgãos históricos da Basílica.

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra.

O Paço Real ocupa todo o andar nobre do edifício de Mafra e os dois torreões, sendo o do Norte destinado a Palácio do Rei e o do Sul à Rainha, ligados por uma longa galeria de 232 m – o maior corredor palaciano na Europa – usada para o “passeio” da corte, tão ao gosto do séc. XVIII. Aqui se esperavam as audiências reais, se exibiam as joias e os vestidos ou se teciam as intrigas políticas e amorosas. O Palácio do Rei e o da Rainha funcionavam separadamente, cada um com as suas cozinhas na cave, as despensas e ucharias no piso térreo, os quartos dos Camaristas ou das Damas no 1º piso, os aposentos reais no piso nobre e os criados nos mezaninos (sótãos). Para os príncipes estava destinado um palacete na extremidade Nordeste do edifício e para as princesas outro a Sudeste. Ambos funcionavam também separadamente.

O Palácio e aberto à visitação pública, tempo médio de visita de 2 horas.

Palácio da Bolsa – Porto

Inicialmente sede da Associação Comercial do Porto, ocupa o lugar onde esteve o convento franciscanos até 1832, ano de sua destruição por um incêndio. A primeira pedra foi colocada em 1842 e foi inaugurado no dia 21 de novembro de 1891.

Palácio da Bolsa, Porto.

O edifício de linhas sóbrias, mas elegantes constitui uma das melhores amostras da arte neoclássica da cidade. A dependência mais conhecida e a mais bela do palácio é o Salão Árabe. Foi construído entre 1862 e 1880, e conforme se costuma afirmar o autor inspirou-se na Alhambra de Granada. O denominado Pátio das Nações, com uma impressionante cobertura de ferro e vidro, é outra das joias arquitetônicas do edifício.

Na parte superior podem ver-se os escudos dos países com os quais a Associação Comercial do Porto mantinha relações comerciais. Igualmente interessantes são a Sala Dourada, a Biblioteca, a Sala das Assembleias Gerais, a Sala do Tribunal e a Sala do Presidente, todas elas no estilo Império e suntuosamente decoradas, bem como a magnifica Escadaria Nobre e os quatro claustros.

O Palácio da Bolsa conta com dois restaurantes, um para os associados e outro aberto ao público em geral, e nele são atualmente organizadas diversas conferências e atividades culturais.

Salão Árabe do Palácio da Bolsa do Porto.

As visitas ao Palácio da Bolsa, são guiadas.

Que tal, você gostou das informações que trouxemos sobre os Restaurantes Portugueses? Deixe seu comentário!

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