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Patrimônio Religioso

de Cunha
29 jun

Patrimônio Religioso

por Águida Ferraz

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Construída graças a mão de obra indígena e possivelmente de escravos a Capela Nossa Senhora da Conceição do Facão foi erguida em 8 de Dezembro de 1731 em terras pertencentes a Maria Nunes de Siqueira e seu Marido Capitão José Gomes de Gouveia ,herdadas de Maria Velho do Rosário filha do antigo e primeiro sesmeiros das terras do Facão ,capital Domingos Velho Cabral. Não se possui dados das primeiras reformas no passado remoto, são conhecidos apenas os que constituem os trabalhos de reforma a de grandes proporções que passou o templo a partir da segunda metade do séc. XIX. Segundo o Jornal “O Cunhense” de 1878 essa grande reforma da Igreja iniciou em 28 de maio de 1861 com a demolição do frontispício da igreja, em 06 de dezembro de 1862 procederam a demolição total da torre, a fim que fosse fachada principal da igreja. Possuía apenas uma torre lateral.Com a reforma concluída em 1873 a igreja matriz saiu do alinhamento da rua atual da Rua Comendador João Vaz hoje esse alinhamento fica da Travessa Paulo Virgíneo seguindo o lado direito da Rua Comendador João Vaz , vem de encontro a divisão dessa nova e ampliada parte da Igreja Matriz, entre os ano de 1861 a 1873.Data de início da reforma  geral da Matriz 26 de Maio de 1861,nesta época houve muito campanha em prol da reforma da igreja ,que contou com a participação ativa de fazendeiros, liderados pelo citado capitão,nesta época Cunha estava na sua fase agrícola ascendente .Na data de 3 de agosto de 1870 foi colocada a benta cruz no frontispício. Em 1873 iniciaram o reboco e caiação externa da Igreja. Esse trabalho excedeu as expectativas; com esse trabalho finalizado fez com que realçasse por demais pelo fato das novas feições internas e externas da igreja. Com a reforma já iniciada o governo apena auxiliou com uma pequena quantia.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, na década de 30.

Toda essa reforma foi em tempo da Festa do Divino Espírito Santo além ainda das casas serem pintadas e teve presença de sua Exmo. o Sr D. Lino Deodato Rodrigues de Carvalho Bispo da Província de São Paulo, que teve em Cunha pela primeira vez e ficou até 1 de outubro. Podemos afirmar que esse foi o maior acontecimento religioso que em Cunha, em sua época. Após terminada essa reforma no dia 14 de setembro de 1878 foi celebrada uma missa por intenção dos pedreiros que trabalharam na Matriz, foguetes e balões iluminavam a frente da igreja, sinos tocando e todos cantando um lindo cântico de louvor.

O citado Bispo marcou a Festa do Divino Espírito Santo em outubro de 1878, da qual foi festeiro por promessa. A partir desta data a Igreja Matriz passou a contar com alguns paramentos de valor apreciável: um rico manto do senhor Morto, uma grande custódia de ouro ,uma custosa vestimenta deixada em testamento pra igreja, uma grande coroa de prata ,uma lâmpada de prata com peso de 15 kg, dois grandes candelabros, banquetas de metal, pia de mármore ,um bonito relógio O sino ficou conhecido pelo nome de “Sino Sampaio” apesar de estar fora de uso devido a uma rachadura, conseguiu sobreviver por muitas décadas, guardado na Matriz. Em 1990 o sino foi levado para ser fundido e trouxeram sinos menores em seu lugar. Logicamente nem todos os paramentos e objetos sacros poderiam sobreviver um século ou mais, porém todos pertenciam ao patrimônio da cidade. Reformas do Séc. XX constam cinco datas 1944,1961,1971,1988 e 1991.A reforma terminou em 1944. A comissão da reforma juntamente com Padre organizou quermesse e leilão, além de angariarem donativos para cobrir as despesas que não seriam poucas. Em 1988 – 1991 a Matriz foi recapeada externamente, a sacristia foi descascada e recapeado com pisos novos. Em 2002 a 2003 foi a reforma do presbitério proveniente de arrecadação de venda de bois, originária da festa do Divino. a Igreja Matriz foi reformada com ajuda e doações dos fiéis.

Igreja Matriz de Cunha, para a Festa do Divino.

Algumas peças se desapareceram com passar dos anos. Muitos ainda se lembram dos antigos sinos originais da Igreja São José da Boa Vista, são fatos não comprovados. A Igreja é um dever de todos e não apenas pároco e das irmandades religiosas, porém elas representam, não apenas o valor arquitetônico e artístico, conservam além de tudo as relíquias sacras. E por fim além de tudo pertencem à própria comunidade e patrimônio histórico tombado.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

A Igreja do Rosário foi edificada com produtos de esmolas dos devotos, cujo altar-mor benzeu em 1804, como consta no respectivo livro da Irmandade, embora sua construção tenha sido iniciada em 1793, segundo data gravado no seu frontispício. Em tempos passados de modo de geral, as igrejas para promoção de qualquer reforma em suas instalações ,dependiam de iniciativas da comunidade, por intermédio de realização de campanhas beneficentes .Pouco mais de meio século após sua bênção a situação física da igreja já se encontrava caótica ,a ponto de a Câmara Municipal da Vila De Cunha solicitar da Assembleia Provincial ajuda para reforma da igreja do Rosário. A igreja localizada na Rua Dr. Casemiro da Rocha, esta rua é a certeza de que vindo de Paraty, pela menção ao intenso trânsito de tropas ,era o percurso do Antigo Caminho do Ouro ou Estrada Real, mque seguia em direção da então Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá .As igrejas como essa ,que ainda se mantém conservadas em funcionamento, vêm passando, ao longo do séculos por várias reformas e até restaurações .Após essa reforma que ocorreu nos anos subsequentes a 1855, a igreja do Rosário sofreu mais uma intervenção no último quartel do séc. XIX. Assim em 1878 devido a sua precária situação, novos reparos foram feitos. À frente das obras esteve o Sr. Balthazar Rodrigues da Silva, tesoureiro, com ajuda do prestimoso cunhense Sr. José Augusto Pereira Querido, contou com ajuda também dos fiéis, esmolas da bolsa irmandade e quantias angariadas pelas comissões de diversos bairros rurais. No ano de 1887 parece ter ocorrido uma outra reforma, porém não se encontrou dados corretos. Há possibilidade de reforma ter estendido até o final da década de 80.O sino da Igreja foi doação do Conterrâneo .Por volta de 1902 uma vez os últimos reparos da pintura ,telhado e parte interna, foi iniciada a construção da calçada ao redor da igreja com assentamento de pedras essas mesmas que ainda conservam a base atual da igreja.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

Para construção da calçada contratou os serviços de tropa para transporte das pedras, utilizaram seis bois e bestas que puxaram as pedras em “zorras”, atreladas aos animais. As pedras vinham da grota de São Benedito, com muita dificuldade os animais subiam os morros. Houve relativa demora neste trabalho, por fazer uma viagem ao dia, dada a grande dificuldade enfrentada em decorrência do percurso acidentado. Apesar das dificuldades e dos percalços, a Irmandade de São Benedito sempre matinha em boas condições de funcionamento a igreja. Em 1997 formou uma Comissão da Reforma, passando a angariar recursos para despesas com pintura, banheiro e reboco interno. Nos dias atuais a Igreja está fechada a visitação, necessitando uma nova reforma.

Capela da Boa Vista

Capela de Jesus, Maria e José da Boa Vista, na segundas metade do Séc. XVIII, iniciando a povoação do município de Cunha. Todas as povoações tinham como ponto básico a Capela. Nessa época havia na região três pequenos núcleos de povoação: Campo Alegre, Boa Vista e Facão. Deste no único que teve vida efêmera como povoado foi o Campo Alegre, por não possuir sua Capela e por essa razão não teve muita influência com um dos polos principais na formação do município .Consta que em 1724 Luiz da Silva Porto fundou a Dita Capela na sua fazenda de cultura, no Sítio Boa Vista. A Capela celebrou muitos casamentos mesmo antes de ser benzida ,fato que ocorreu em 09 de Janeiro de 1742,pelo Bispo do Rio de Janeiro Dom Frei João da Cruz, que concedeu a licença para que o Vigário da Vara do Distrito ,Padre Alves de Vilela pudesse benzer a capela no dia 1 de abril de 1742,no altar ainda colocou a imagem de sua devoção a Nossa Senhora da Conceição e Santo Antônio .Após o falecimento desse fundador da capela, foi feito Patrimônio. Ao morrer Luiz da Silva ficou na sua administração seu filho Padre Floriano de Toledo Silva, falecendo ele ficaria sua filha ,mas que foi destruída por ser mulher, sexo incompatível com a posição .Em seu lugar foi nomeado José Vaz da Silva ,irmão de Luiz da Silva, que era Capitão-Mor da Vila de Cunha em 1802.José Vaz possuía vasta propriedade com escravaria no Bairro do Cume e, por consequente era ancestral direto do Vaz da Silva da Gândara, Capinzal, Campos de Cunha, etc, e dos Prudente de Toledo, pela linhagem materna.

Ambas as capelas Jesus, Maria e José e Facão assumiram em 1747, funções religiosas idênticas na região, a primeira por ter sido povoado inicial, a segunda por ser criada a partir de 1730 se situava em local mais estratégico para as tropas. Em 1724. Entre 1748 e 1749 resolveram as autoridades criar Paróquia na região e preferiram a Capela de Nossa Senhora da Conceição do Facão como Sede da Paróquia por estar mais desenvolvida e mais povoada do que a de Jesus e Maria José da Boa Vista. A povoação se torna Freguesia Nossa senhora da Conceição do Facão.

Capela de Jesus, Maria e José da Boa Vista.

Essa antiga Capela transformada em Paróquia ,adquire vagarosamente feições novas, até chegar através dos tempos à Bela e suntuosa edificação ,graças ao desenvolvimento da agricultura no município .Em 15 de Setembro de 1785 como prêmio a emancipação política e territorial, com a elevação a Vila e consequentemente a município Igreja Matriz assume forma Colossal de aspecto diverso da antiga capela Primitiva de 1731.A Capela Jesus e Maria José ( igreja da Boa Vista) fica isolada ,como igreja núcleo de povoação .No entanto ela permanece símbolo religioso e afetivo da história cunhense. Desde sua construção a Capela de Jesus e Maria José teve várias reformas, sem, no entanto, ferirem muito o estilo original. Na última reforma substancial a transfigurou, realizada em 1961 sob a administração do Padre Francisco de Assis de Carvalho dando novas formas a pequena e meiga Capela. Atualmente no de 2020 iniciou uma reforma da capela em suas imagens.

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