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Petrópolis

Cidade Imperial
20 mar

Petrópolis

Segundo a tradição, o nome Petrópolis seria uma sugestão do Mordomo da Casa Imperial, Paulo Barbosa, em homenagem ao Imperador, inspirado na cidade russa de São Petersburgo.

Com a descoberta do ouro na última década do século XVII, iniciou-se uma ocupação gradativa do interior, cujo acesso se fazia por antigas trilhas indígenas ou bandeirantes.

Alguns caminhos tornaram-se importantes vias de penetração e ao longo destas, diversas sesmarias foram doadas para os primeiros ocupantes daquelas paragens.

Um destes caminhos serra acima, passava por onde se desenvolve a cidade de Petrópolis.

“Esta paisagem oferecia dois aspectos bem diversos. Nos cumes, a natureza agreste e selvagem derramava-se, verde e abrupta, pela extensão dos picos de granito. Nas encostas, as terras cultivadas, as herdades, as granjas, pequenos tetos e pequenos lares onde o trabalho honesto apresentava os seus efeitos”.

Charles RIBEYROLES. Brasil Pitoresco

As sesmarias, com o passar do tempo, dividiram-se em fazendas, hoje logradouros conhecidos da região, como Correas, Samambaia, Quitandinha, Córrego Seco e outros.

Após a Independência, em 1822, o novo Imperador do Brasil, D. Pedro I, em suas constantes viagens, tomou contato com aquela região serrana, de clima ameno e agradável, onde pernoitava com relativa frequência nas terras do Padre Correas, as quais tentou, infrutiferamente, adquirir.

“Ora, um dia em que ele vinha com a segunda imperatriz, pousou no Córrego Seco e foi ela que louvou as virtudes da paisagem”

Charles RIBEYROLES. Brasil Pitoresco

Recebidos por Dona Arcângela Joaquina da Silva, que solicitamente abrigava a grande comitiva, geravam muitos transtornos e despesas, que não passaram desapercebidos a Dona Amélia, a jovem Imperatriz educada nas casas europeias.

Atendendo às solicitações da esposa, insistiu na compra daquelas terras, oferta recusada por D. Arcângela.

Em 1830, por indicações, comprou a fazenda do Córrego Seco, onde pretendia instalar um Palácio de Verão, empresa que a abdicação, em 1831, impediu de concretizar.

Somente no segundo Reinado, seu sucessor, D. Pedro II, iria iniciar a realização do sonho do pai.

Imperador de 1840 a 1889, quase 50 anos de reinado. Segundo e ultimo imperador do Brasil.

A criação de Petrópolis como estância de veraneio e polo de atração da nobreza deveu-se principalmente às decisões do segundo monarca.  Os acessos foram melhorados.  Imigrantes alemães que chegaram ao porto do Rio de Janeiro, foram ali instalados, além da contratação de um engenheiro alemão radicado no Brasil, o major Köeller, que organizou a colônia alemã em 1843 e dois anos depois traçou o plano urbanístico da cidade e iniciou a construção do Palácio Imperial.

Uma dos primeiros planos urbanísticos de Petrópolis. No mapa, já podemos identificar os primeiros bairros da cidade e a localização do Palácio de Verão.

Petrópolis tornou-se tão importante no segundo reinado que seria possível afirmar que dividia as atenções com a Corte do Rio: tempo quente, família Real na serra (novembro a maio), regressando em épocas mais amenas e menos sujeitas às doenças tropicais.

A própria viagem refletia os ideais da época, quando bucolismo e o pitoresco eram valorizados: tomava-se um barco no centro, dirigindo-se até o porto da Estrela, em Magé, dali, em carruagens, subia-se a Serra.

Mais tarde, já com a ferrovia, na estação de Guia de Pacopaíba, no fundo da baía da Guanabara, fazia-se a baldeação barca-trem, que em cremalheira subia os contrafortes da montanha.

Em 1861 inaugurava-se a primeira estrada de rodagem do país, a União e Indústria, ligando Petrópolis a Juiz de Fora e, em 1883, o trem chegava direto à cidade.

Mesmo com a República, que frequentemente procurou obscurecer as realizações do Império, Petrópolis continuou atrativa: lá estava localizada a residência de verão da Presidência, o palácio Rio Negro.

Nos anos 40, um dos principais cassinos do Estado do Rio de Janeiro ali se instalou: tratava-se do Quitandinha, imponente edificação “Normanda”, à entrada da cidade, inaugurado em 1944, atraindo turistas de todo o mundo.

Até os anos 60 Petrópolis permaneceu como agradabilíssima cidade de veraneio ou férias, longe do burburinho do então Distrito Federal e reduto daqueles que, mais abastados, dispunham de um local mais tranquilo para descanso e lazer.

A partir daí, com o incentivo ao transporte rodoviário, ocorreu uma ocupação desenfreada e irracional, com o lucro fácil como objetivo: construíram em encostas, poluíram-se os rios e a cidade de veraneio transformou-se em ponto de passagem, comprometendo as vias de caixa reduzida para o novo volume de tráfego.

Texto do Prof. William Seba Mallmann Bitar

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Petrópolis R$1100

Conhecida como Cidade Imperial, curiosamente este título não acompanha seu desenvolvimento desde os primórdios da fundação. Só na penúltima década de nosso século a cidade pode ostentar oficialmente esta justa honraria.
3 dias

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