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21 dez

Pierrot, Colombina e Arlequim: a Commedia dell’Arte no Carnaval brasileiro

Pierrot nutria um amor platônico pela jovem Colombina. Ele escrevia cartas e poemas para sua amada, mas tinha medo de se revelar. Guardava tudo para si.

Um certo dia, chega à cidadezinha do interior um outro jovem: Arlequim, dançarino, cantor, tocador de violão; um sedutor. O jovem forasteiro conquistou a simpatia de Colombina, que partiu com ele. Pierrot, o jovem enamorado, ficou despedaçado.

Muitos anos se passaram e, durante um período de miséria causada pelo frio e pela fome, Colombina encontrou em suas coisas uma carta escrita por Pierrot. Ali estava descrito todo o seu amor, toda a sua paixão.  

Colombina então voltou ao povoado e casou-se com Pierrot. Apaixonados, eles viveram felizes para sempre… Ao lado de Arlequim!

Este breve relato sintetiza a mais aceita versão da fábula de Pierrot e Colombina, um clássico da Commedia dell’Arte (Itália, século XVI) que, curiosamente, foi incorporada ao Carnaval brasileiro. Há diversas maneiras de contar essa história, mas, em todas, o amor puro de Pierrot prevalece. O que também é fixo no enredo é a sua relação com os amores carnavalescos.

Boa parte da narrativa acontece durante um dos folguedos na Itália antiga. A entrada do antagonista Arlequim, que conquista o coração de Colombina ao roubar-lhe um beijo durante os festejos e, depois, quando Colombina passa longos anos esperançosa de reencontrar Pierrot nos carnavais, são partes importantes deste enredo carnavalesco.

Pierrot, Colombina e os bailes de máscara no Carnaval brasileiro

“Eu sou aquele Pierrot, que te abraçou, que te beijou, meu amor…”. Quem nunca ouviu a marchinha ‘Máscara Negra’, composta por Zé Keti e Pereira Matos para o Carnaval de 1967?

“Arlequim está chorando pelo amor da colombina no meio da multidão”. Aqui a música como fundo musical de um registro de Carnaval de rua ocorrido em 2013, no Rio:

Na verdade, este romance influenciou muitas manifestações culturais populares ao redor do mundo. Ele é apontado (extraoficialmente), por exemplo, como inspirador de Dona Flor e Seus dois Maridos, obra-prima de Jorge Amado.

A relação com o Carnaval também é forte por conta da Commedia dell’Arte ser um estilo teatral marcado pelo uso de máscaras e ter um forte apelo de sátira social. Irreverência. Talvez esta seja a palavra que melhor defina as razões pelas quais o trio amoroso também foi muito bem aceito no Carnaval brasileiro.

Os bailes de máscara do século passado no Rio, em São Paulo e em outras cidades brasileiras sempre tiveram Pierrot, Colombina e Arlequim pulando pelos salões. E, de uma forma ou de outra, até hoje todo mundo é um pouco Pierrot, Colombina e Arlequim no Carnaval.

— Leia também: Carnaval carioca nas décadas de 20 e 30: dos banhos de mar à fantasia às batalhas de confete.

Pierrot e Colombina nas ilustrações memoráveis de J. Carlos

paratodos_j_carlos_colombina_pierrotO caricaturista e designer J. Carlos registrou Pierrot, Colombina e Arlequim diversas vezes em suas obras. Ele é considerado um dos responsáveis por imortalizar a lenda nas artes plásticas brasileiras com a irreverência que ela merece.

Na revista Paratodos, de 1927, por exemplo, o artista retrata a moçoila dando mole para Arlequim e provocando ciúmes em Pierrot. Em outra edição, ele assina a capa, onde mostra o Diabo “varrendo” os dois jovens do salão enquanto Colombina fica a salvo, indiferente à tragédia dos amantes.  

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