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Quissamã

Capital da Costa do Sol
6 abr

Quissamã

por William Bittar

O povoamento de Quissamã iniciou-se em meados do século XVII, quando as terras entre Macaé e o Cabo de São Tomé foram doadas por Martim de Sá aos chamados “Sete Capitães”.  Interessados na criação de gado, ganharam as terras em pagamentos por serviços prestados á Coroa Portuguesa. A oficialização da doação foi feita em 9 de agosto de 1627.

Em dezembro de 1632, os sete capitães fizeram a viagem de exploração à região. Ao chegarem na nova aldeia foram recepcionados por um grupo de índios, encontrando-se entre eles um negro.  Ao perguntarem quem era ele, diferente dos demais nativos, respondeu-lhes que era alforriado da Nação de Kissama, na África. Tal topônimo, que significa “fruto da terra que está entre o rio e o mar”, denomina uma região angolana, a 80km de Luanda, na foz do rio Kwanza, na África.

Em 1749, iniciou-se a construção da Capela de Nossa Senhora do Desterro, na freguesia do Furado, porém só em 1777 foi construído o primeiro solar chamado Mato de Pipa que, em 1782, recebeu o capitão Manoel Carneiro da Silva e sua esposa Ana Francisca, iniciando ao seu redor, a expansão da vila de Quissamã. Seu filho, José Carneiro da Silva, ao casar-se, construiu a casa de Quissamã, para lá transferindo-se. Em Mato de Pipa ficaram sua mãe, já viúva, e suas irmãs. Seu irmão foi residir em Machadinha, construindo um belo solar e o primeiro Engenho.

Mais antiga casa de senhor de engenho ainda de pé na região do norte fluminense, a sede da Fazenda Mato de Pipa foi o centro ao redor do qual cresceu o povoamento que se tornaria o município de Quissamã.

Desde o inicio da instalação dos primeiros colonizadores, o controle administrativo de Quissamã era exercido pelas autoridades da Vila de São Salvador dos Campos dos Goytacazes, até que, em função da distância entre a Vila e as Freguesias de N.S. do Desterro de Quissamã e de N.S. da Neves, o Bispo do Rio de Janeiro decidiu, em 1802, erigir a Freguesia de Quissamã em cabeça de Comarca. Esta situação pendurou até 1812, quando a Cabeça da Comarca foi transferida para a freguesia de Macaé.

Data daí a transferência da subordinação administrativa de Quissamã, de Campos para Macaé, até que em 1988 a população quissamaense optou pela emancipação político-administrativa.

A Economia da Região

A primeira atividade econômica foi a criação de gado. No entanto, com a vinda dos capitães e o povoamento da Vila, fundou-se um engenho de cana de açúcar, cuja cultura já era desenvolvida na região de Campos. Em Quissamã tal produção foi desenvolvida de tal forma que a região chegou a ter sete engenhos de médio porte em suas fazendas, além de um elevado contingente de escravos.

O açúcar produzido era transportado em carros de boi até Macaé, e daí por barco ao Rio de Janeiro, porém só em 1843 iniciou-se a abertura de um canal que facilitaria o transporte desta produção desde Campos até o porto de Macaé. Além disso a obra serviria para sanear a região pantanosa de Quissamã, infestada de mosquitos propagadores da febre palustre. Esta obra de tão grande importância foi inspecionada pessoalmente pelo Imperador Pedro II, em 1847.

O Canal Campos–Macaé, também denominado Canal Macaé-Campos, é um canal artificial que interligava as cidades Macaé e Campos dos Goytacazes na região norte do estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

O canal Campos-Macaé foi inaugurado em 1861, considerado o segundo maior canal construído do mundo superado apenas pelo canal de Suez. No entanto, três anos após a inauguração, com a implantação da ferrovia Macaé-Campos, a utilização do canal entrou em franco declínio até seu completo abandono.

Em 6 de novembro de 1875 o Imperador, autorizou o funcionamento da Cia. Engenho Central de Quissamã, iniciando-se a construção dos prédios e importação do maquinário francês através da Cia de Fives-Lille.

Em 12 de setembro de 1877 foi inaugurado o Engenho Central, o primeiro da América do Sul. A partir de então foram desativados os pequenos Engenhos da região, passando todos os produtores a entregar sua produção ao Engenho Central.

Engenho Central de Quissamã, autorizado a funcionar em 1875, por decreto imperial.

Quissamã conheceu nos cinqüenta anos seguintes um desenvolvimento excepcional: foi implantada linha férrea entre as fazendas e o Engenho e deste com o ramal da Leopoldina Railway, antiga E.F. Macaé-Campos, que além de facilitar o transporte da cana e exportação do açúcar, permitia o transporte mais rápido dos passageiros que iam para Campos ou para o Rio de Janeiro. 

Quissamã era atendida pela Estação Ferroviária Conde de Araruama, localizado ha 15km do centro do município.

Nesta mesma época floresceu a casa de comércio “Ribeiro & Filhos”, de José Ribeiro de Castro Sobrinho que já era sócio da Cia. Engenho Central, além de fazendeiro. O Engenho e a casa de comércio permitiam financiamento e facilidades a seus fornecedores e clientes.

A partir da crise de 1929, alguns fazendeiros endividaram-se e acabaram perdendo suas propriedades em favor do Engenho, que praticamente passou a monopolizar a economia local.  Desde então, Quissamã conheceu um longo período de estagnação, interrompido apenas na década de 1970, estimulado pelo Próalcool. Com a descoberta do petróleo na bacia de Campos, começava a retomada do desenvolvimento.  Com isso, a população organizou-se para lutar pela emancipação.

Em 12 de Junho de 1988, Quissamã conquistou sua emancipação.

Com a verba dos royalties pagos pela Petrobrás, o município se expandiu realizando obras de infraestrutura como asfalto, saneamento, eletrificação rural e irrigação para pequenos e médios produtores.  O setor agrícola se desenvolveu, principalmente a cultura do coco, mas a cana de açúcar continua sendo a principal atividade.

O turismo, por sua vez, também gera uma fonte econômica razoável ao município, já que foi implantado o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, que abrange Macaé, Carapebus e Quissamã, totalizando aproximadamente 14860 hectares, abrigando dezoito lagoas, dividindo-se em lagunas e brejos salobros e de água doce. A restinga é um trecho único no litoral brasileiro, diferenciado dos demais através do processo biológico de fauna e de flora.

Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba

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Rodoviário

Quissamã R$195

Em 9 de agosto de 1627, as terras compreendidas entre o Rio Macaé e o Cabo de São Tomé, aí incluídas as terras de Quissamã, foram doadas por sesmarias aos "Sete Capitães" (Miguel Aires Maldonado, Gonçalo Correa, Duarte Correa, Manoel Correa, Antônio Pinto, João de Castilho, Miguel Riscado), por Martim de Sá, em pagamento por serviços prestados à Coroa Portuguesa.
01 dia

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Comentários:

  • Vera Lucia Ferreira
    6 de abril de 2020em13:33

    Adorei saber detalhes do município de Quissamã, vou repassar familiares de Clélio, existe vínculo afetivo.
    Já estive lá , viagem demorada, fiquei chocada com o avanço do mar tive impressão de estar num lugar pós guerra.

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