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Reservatório do Rio D’Ouro

Linha Auxiliar da Estrada de Ferro
1 abr

Reservatório do Rio D’Ouro

por William Bittar

O ramal ferroviário de Belford Roxo, que corta a Baixada Fluminense, detém uma história pouco conhecida pelos habitantes no crescimento da região, principalmente em relação ao abastecimento de água para a Capital do Império.

A Serra do Tinguá, com seus límpidos mananciais, foi berço da primeira adução em grande escala para resolver o crônico problema da falta de água no Rio de Janeiro Imperial.

Serra do Tinguá

A Serra do Tinguá, nos contrafortes da Serra do Mar, no município de Nova Iguaçu, ainda abriga mananciais de água potável e, em 1880, assistiu à construção do Reservatório do Rio D’Ouro.

Estrada de Ferro do Rio D’Ouro

A ferrovia começou a ser erguida em 1880 e, em 1883, foi aberta de caráter provisório, ligando a Região da Quinta da Boa Vista até o reservatório do Rio D’Ouro, inicialmente atendendo à demanda  de transporte de material para as obras de construção da nova rede de abastecimento de água na cidade do Rio de Janeiro.

Conhecida inicialmente como Estação São Pedro, foi inaugurada em 1885, em 1940 começou a ser conhecida com Jaceruba e desativada em 1970.

Em breve, por reivindicações de seus moradores, também iria transportar passageiros, cortando bairros como São Cristóvão, Engenho Novo, Inhaúma e Irajá, passando pelo atual município de Belford Roxo, chegando a Jaceruba, bairro de Nova Iguaçu.

Próximo à Estação do Rio D’Ouro, foi criado um Ramal exclusivo para atender aos trabalhos da nova rede abastecimento de água que chegava ao Reservatório do Rio D’Ouro.

Da estação de Rio de Ouro, ou Rio D’Ouro, inaugurada em 1883, saía um ramal de serviço e com 2,5 km para a represa, razão da construção da ferrovia em 1883.

Reservatório do Rio D’Ouro

O reservatório está localizado em esplêndido sítio natural esplêndido, enriquecido por uma bela obra de paisagismo incluindo renques de palmeiras imperiais e muretas sinuosas em pedra, em um ambiente abundantemente arborizado.

Este conjunto, erguido em 1880, é composto por estação, pavilhão de manobras, casas de administração, aqueduto e reservatório, implantados de maneira espaçada no terreno, interligados por caminhos pavimentados em pedras, em harmonia com a paisagem.

Foto do grupo de manutenção do Reservatório, inicio do Séc. XX.

Do pavilhão de manobras sai uma passarela que atravessa o reservatório, conduzindo a uma fonte de ferro fundido, de autoria do escultor francês Albert-Ernest Carrier Belleuse, também autor das tochas da escada do teatro Ópera de Paris e professor do aclamado escultor Auguste Rodin. Ninfas esculpidas nas fundições do Val D’Osne, na França, guardam a fonte, ornada por ramos e pelo brasão do Brasil.

Reservatório do Rio D’Ouro, em funcionamento sob a administração da CEDAE.

Em 1888 uma grande estiagem assolou a Corte e a região da Baixada Fluminense, agravando ainda mais os crônicos problemas de abastecimento de toda região. Diante da gravidade da situação, o Imperador D.Pedro II procurava soluções rápidas para a situação, quando surgiu a proposta do Engenheiro Paulo de Frontin, auxiliado pelo Engenheiro maranhense Raimundo Teixeira Belfort Roxo, se comprometendo a trazer água para cidade em seis dias.

Tratava-se de uma tarefa quase impossível de realizar, mas passados os dias, cerca de 15 milhões de litros oriundos das reservas do Tinguá chegaram à Corte: “O milagre da Água em seis dias”

Com uma engenharia hidráulica sofisticada para a época da sua implantação, o reservatório Rio D’Ouro, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), é abastecido por seis captações de água da Cedae.

Ninfas esculpidas nas fundições do Val D’Osne, na França, guardam a fonte, ornada por ramos e pelo brasão do Brasil.

Essa história hoje

A Estrada de Ferro do Rio D’Ouro foi erguida em 1880 e ampliada até 1928, quando foi adquirida pela Estrada de Ferro Central do Brasil.

A partir de 1970, as estações ferroviárias após a Estação de Belford Roxo foram gradativamente encerradas e seus trilhos retirados, restando somente algumas edificações preservadas, como Tinguá, enquanto outras apenas conservam a plataforma e a cobertura, como a do Reservatório.

O Ramal de Belford Roxo, de vital importância para o crescimento da região e o Reservatório, ainda em funcionamento, atendem à população local, com a água originária da Reserva do Tinguá.

O reservatório, tombado pelo INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural) e se encontra em funcionamento, ainda utilizado pela CEDAE (Companhia Estadual de Água e Esgotos), carece de restauração de elementos importantes como as NINFAS e o Pavilhão de Manobra.

Infelizmente não é aberto à visitação pública.

Que tal, você gostou das informações que trouxemos sobre o o Reservatório do Rio D’Ouro e da Linha Auxiliar? Deixe seu comentário!

 

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