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Termas de Araxá

Um Templo em Forma de Balneário
8 mar

Termas de Araxá

Agora, passe pelo térreo, caminhe para oeste e suba ao primeiro andar, que só existe ao centro e nas pontas do edifício. Eis a passarela que leva às termas, suspensas – como a respiração de quem entra.”

Quem vai do hotel ao Termas encontra um verdadeiro templo, cujo culto é devotado ao silêncio, ao relaxamento, à saúde, à beleza e à tranquilidade. Um notável ambiente integra as duas edificações. Atravesse lentamente este comprido passadiço fechado, adornado por afrescos de paisagens e pontos turísticos do estado, com iluminação natural, vinda de pequenas aberturas quadradas no teto levemente côncavo. A combinação harmoniosa faz referência explicita à a arquitetura das antigas termas romanas, como as de Caracala.

O edifício tem 125 metros de comprimento e 67 de largura, em três pavimentos. São 17 mil metros quadrados de piso, como se dizia nos tempos idos. Pelos corredores, painéis de Genesco Murta, mineiro de Minas Novas, levam nossas lembranças a muitas cidades mineiras.

A imponente entrada principal, independente do Hotel e aberta ao grande pátio frontal, logo após as escadarias, segue-se a visão surpreendente do “foyer” e sua rotunda de 17 metros de altura, finalizada num domo translúcido e iluminada por magníficos vitrais multicores, outra típica solução da arquitetura romana e mais uma das referências clássicas presentes no projeto de Luiz Signorelli.

Os vitrais da cúpula, trabalho meticuloso do artista belga Frank Urban, contam a história da Estância do Araxá. O primeiro representa o vulcanismo, já que o Barreiro repousa sobre um vulcão extinto há 90 milhões de anos. O segundo vitral registra a pré-história e os animais que habitavam a região milhares de anos atrás, dos quais diversos fosseis foram encontrados durante as obras do complexo. O terceiro estampa cena religiosa dos índios Araxás. O quarto, a ocupação pelos brancos. O quinto, a descoberta das águas. O sexto, os primeiros banhistas. O sétimo, fazendeiros trazendo animais para beber a água salina. O último vitral mostra as primitivas casas de banho do início do século passado.

Projeto do artista belga Frank Urban, o vitral conta a história da Estancia do Barreiro.

No centro desse espetáculo, um vitral circular traz o mapa de Minas Gerais, assinalando as principais estâncias do estado e destacando Araxá. Um detalhe curioso: o mapa está invertido.

As paredes do primeiro pavimento contam a história da conquista do “Sertão da Farinha Podre”, do povoamento de Araxá e do descobrimento das águas minerais, estampada em oito cenas, com uma legenda explicativa na base de cada uma.”

No segundo piso, Rocha Ferreira desfia os banhos dos povos do mundo: o banho de cascata dos tempos bíblicos; os banhos quentes egípcios: os de água corrente, dos assírios; o banho no Ganges, dos hindus; os banhos públicos gregos e romanos.

O piso da rotunda, em mármore de pedras pretas e brancas, tem ao centro uma imensa mandala de oito pontas, mas uma das curiosidades do conjunto, pois é preciso fazer um esforço para imaginar as razões que levaram um arquiteto de inspiração clássica a adotar o símbolo indiano da relação entre o homem e o cosmo.

Projetado no centro do foyer do termas, essa Mandala de 8 pontas e magnifica. No centro, um fio de cobre de 30 metros liga a mandala o subsolo.

É de perguntar, igualmente, o motivo da utilização obsessiva do numero oito nas representações desse formidável e encantador espaço circular oito vitrais, oito painéis, oito afrescos, oito pontas da mandala, oito colunas… Parece óbvia a referencia aos ensinamentos de Buda, com as oitos etapas que conduzem o praticante daquela filosofia à iluminação espiritual, evocadas pela roda de oito raios, o dharmachakra: a compreensão, a aspiração, a fala, a conduta, a subsistência, o esforço, a atenção e a contemplação.

Para aguçar o clima esotérico, uma corrente de cobre desce da mandala a 30 metros abaixo da superfície e estabelece contato entre quem se senta ao centro da figura geométrico e as forças naturais, reenergizando corpo e mente.

“Rocha Ferreira pintou os painéis em azulejo do salão da piscina emanatória, além de dois quadros que decoram as Termas.”

O ambiente das Termas é todo sóbrio, elegante, acolhedor. Músicas suaves embalam o cenário repousante. Pelos corredores que nascem do grande salão da rotunda, em qualquer dos pavimentos, chega-se a várias opções de banhos de imersão em águas sulfurosas e radioativas e a uma variedade de massagens. São os banhos de lama, aromáticos ou de pérolas radioativas, as massagens com toalhas quentes, a quatro mãos ou a terapia corporal com pedras quentes, além de tratamentos estéticos como peeling de cristal e alecrim termal. As termas ainda oferecem sauna e ducha escocesa.

Na piscina emanatória de gases sulfurosos, à temperatura de 36°, águas radioativas estimulam o metabolismo e a circulação. Depois de uma seção termal revigorante, a central de sucos, uma descontraída lanchonete, oferece opções tradicionais e misturas exóticas de frutas e ervas.

Famosa piscina de banhos quentes.

Um sistema sofisticado de relógios controlava a duração dos banhos, interligado a um conjunto de lâmpadas de cores diferentes, cada qual designada para chamar um determinado funcionário. Este sistema entrou em pane na década de 1990 e aguarda restauração.

Fontes de Energia

Localizada na margem oposta do Lago Sul, a Fonte Dona Beja carrega o nome da cortesã desde a década de 1920. O edifício que a abriga atualmente foi projetado por Rafael Hardy, membro da equipe do arquiteto Luiz Signorelli. Em uma gruta estilizada, a água bicarbonatada cálcia, magnsiana e radioativa desce pelas pedras, proporcionando uma visão agradável e aconchegante.

De acordo com especialistas, suas propriedades medicinais ativam o metabolismo e estimulam a assimilação diurética, atuando como agente hipotensivo e desintoxicante.

Segundo os especialistas, a radiação natural que penetra através da pela ativa o metabolismo celular e energético, aumentando nossas defesas e vitalidade. A inauguração da nova construção aconteceu também em 1944, simultânea à das Termas. Destaque para o belo painel sobre azulejos, de autoria de Rocha Ferreira, que mostra Dona Beja saindo do banho com o auxílio de uma escrava.

As novas instalações da Fonte Andrade Júnior tiveram a construção iniciada no ano seguinte a inauguração do completo, e só foram entregues ao público em 1947. O projeto é do arquiteto paraense Francisco Bolonha, da equipe do pintor e paisagista Roberto Burle Marx. A cobertura sinuosa e as paredes curvas estampam a clara influência do modernismo de Oscar Niemeyer. O pavilhão, que sem dúvida remete à Casa do Baile, na Pampulha da Capital, era originalmente fechado por um “pano de vidro”. Pelas paredes, painéis de azulejo com motivos criados por Burle Marx, autor também dos mosaicos com pedras portuguesas com animais pré-históricos, que revestem toda a península que abriga a Fonte e avança em direção ao Lago Inferior.

Fonte Andrade Júnior de Águas Sulfurosas

As águas sulfurosas são alcalinas, sulfatadas e sódicas, com atividades sedativa, emoliente, anti-inflamatória, analgésica, antialérgica, hipoglicemiante, estimuladora do processo digestivo e auxiliar no tratamento de doenças de pele.

Viaje Conosco

Aéreo
Realizada num dos mais belos hotéis do Brasil – Grande Hotel e Thermas de Araxá. A Páscoa Iluminada é um grande evento de som e luz.
4 dias

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